Zona Euro Presidente do Eurogrupo rejeita austeridade em excesso na União Europeia

Presidente do Eurogrupo rejeita austeridade em excesso na União Europeia

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, recusou hoje que as autoridades europeias apenas tenham políticas orientadas para a correcção dos desequilíbrios das finanças públicas dos Estados-membros, acrescentando que este ano o ajustamento exigido não será tão "rigoroso".
Presidente do Eurogrupo rejeita austeridade em excesso na União Europeia
Lusa 20 de abril de 2013 às 17:58

"Há uma má interpretação de que a estratégia da União Europeia está centrada na austeridade, não é assim", disse Dijsselbloem, numa conferência de imprensa após a sessão plenária do Comité Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

O presidente do Eurogrupo (que junta os ministros das Finanças da zona euro) considerou que o plano europeu inclui metas na consolidação fiscal, mas que o faz "de uma forma que tem em conta a atual situação económica."

 

"Este ano, a consolidação não vai ser tão rigorosa e firme como no ano passado", disse o também ministro das Finanças da Holanda.

 

As últimas previsões do FMI, apresentadas esta semana, apontam para uma contração da economia da zona euro de 0,3% este ano, depois da queda de 0,6% em 2012.

Jeroen Dijsselbloem destacou ainda importância da futura União Bancária para que a Europa possa “retomar a trajetória do crescimento positivo”, referindo-se à necessidade de o crédito voltar a fluir com normalidade nas economias europeias.

 

Também o vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, reiterou hoje, em Washington, o compromisso dos países da zona euro para com a redução do défice orçamental e da dívida pública, mas acrescentou que a "velocidade" da consolidação deve ajustar-se à situação económica que vive.

 

Por isso, afirmou Olli Rehn, a estagnação da atividade económica da zona euro e os altos níveis de desemprego previstos para este ano impõem como crucial a necessidade de “acelerar os esforços para apoiar o crescimento sustentável da União Europeia”, ao mesmo tempo que é feita a consolidação orçamental.

 

Estas declarações dos líderes europeus parecem uma resposta à mensagem que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos levou à reunião de dois dias do FMI e do Banco Mundial, que decorre desde sexta-feira, em Washington, nos Estados Unidos.

 

Jack Lew defendeu que os países da zona euro com finanças saudáveis devem levar a cabo políticas que fomentem o consumo, para compensar a contração orçamental dos Estados-membros da periferia (caso de Portugal).

 

O responsável pela pasta das finanças do Governo dos Estados Unidos disse que, apesar dos menores riscos, “o crescimento global é débil e o desemprego muito alto”, pelo que é “fundamental” reforçar a procura a nível mundial. Por isso, considerou, “uma procura mais robusta da Europa é crítica para o crescimento global”.

 




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