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Presidente do Chipre diz que sucessivas exigências da troika podem levar à sua demissão

O presidente de Chipre, Nicos Anastasiades, advertiu hoje os credores internacionais que as contrapartidas ao plano de resgate podem obrigá-lo a renunciar ao cargo, de acordo com a imprensa cipriota, citada pela AFP.

Lusa 24 de Março de 2013 às 21:39
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"Querem que apresente demissão", questionou Anastasiades durante as negociações com os representantes da 'troika' (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), de acordo com a agência CNA. 

 

O presidente do Chipre queixou-se de ver as suas propostas serem sucessivamente rejeitadas pelos credores internacionais com quem está reunido, o que já levou a dois atrasos no início da reunião de ministros das Finanças da zona euro, que chegou a estar marcada para as 17:00.

 

"Faço uma proposta e não aceitam. Faço uma outra e é a mesma coisa. O que querem que eu faça?", interpelou o presidente cipriota, que sucedeu há menos de um mês ao comunista Demetris Christofias, rejeitando em particular as exigências sobre o futuro do Banco de Chipre.

 

Na rede social Twitter, o presidente do Chipre garantiu estar "a fazer tudo pelo Chipre".

 

O governo de Nicósia está envolvido numa corrida contra o tempo para concluir, antes de segunda-feira, com os seus parceiros europeus um plano de resgate financeiro, após o Parlamento cipriota ter rejeitado na terça-feira  o projecto que previa o pagamento de um imposto sobre depósitos bancários.

 

Na sexta-feira, o Parlamento cipriota aprovou um conjunto de projectos-leis, um dos quais prevê a reestruturação da instituição bancária Laiki Bank (Banco Popular).

 

Entre os projectos-lei aprovados, está um que permite a restrição de movimentos de capitais, com objectivo de evitar a saída de dinheiro.

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