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Presidente do Chipre optou por envolver todos os depositantes na nova taxa

O Presidente cipriota recusou no fim-de-semana uma taxa máxima superior a 10%, disse fonte à Reuters, preferindo diluir o esforço envolvendo também os depositantes mais pequenos. Governo veio, entretanto, desmentir que isenção dos pequenos depositantes tenha estado sobre a mesa.

Reuters
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 18 de Março de 2013 às 14:14
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(actualiza às 15:17 com desmentido do governo)

 

Nicos Anastasiades, o Presidente cipriota, não quis que a “taxa” aplicada aos depósitos atingisse os dois dígitos, preferindo envolver também os depositantes mais pequenos na obtenção dos 5,8 mil milhões acordados com a troika. A proposta inicial foi de um impacto de 6,75% nos depósitos até 100 mil euros e de 9,9% nos montantes superiores.

 

Fonte citada pela Reuters diz que “foi proposto uma taxa de zero abaixo dos 100 mil euros, e uma taxa mais elevada nos montantes superiores”. Mas “o Presidente cipriota não concordou com uma taxa superior a 10%, portanto o cálculo deu os tais 6,75% e 9,9%”.

 

O governo veio, entretanto, desmentir que a isenção aos depositantes de menores recursos tenha estado em cima da mesa. Num comunicado de linguagem forte, lê-se que "o Presidente Nicos Anastasiades desmente categoricamente que lhe tenha sido dada a opção de isentar depósitos garantidos, isto é, até 100 mil euros".

 

Neste momento, as notícias apontam para que esteja em cima da mesa uma nova proposta, que reduz a taxa dos depósitos abaixo de 100 mil euros para 3%, face aos 6,7% anteriores, e introduz uma nova fasquia: os depósitos acima de 500 mil euros “pagam” 15%. 

 

Se o governo tivesse protegido as contas mais pequenas, os depósitos maiores sofreriam uma penalização “muito superior, provavelmente em cerca de 40%”, disse a fonte. Isto porque se calcula que apenas 35% das contas bancárias no Chipre têm menos de 100 mil euros depositados.

 

O Presidente cipriota defendeu que este acordo, cujos detalhes estão ainda a ser negociados e só deverá ser votado no Parlamento na terça-feira, foi a opção “menos dolorosa” para os cipriotas e para a economia do país.

 

Segundo a Bloomberg, o Banco Central Europeu esteve entre os actores que se opuseram a um envolvimento dos depositantes abaixo de 100 mil euros, de acordo com fonte com conhecimento do processo. Joerg Asmussen, membro do conselho executivo do BCE, disse que o banco central “não insistiu” sobre a estrutura da taxa, desde que o montante total fosse o acordado.

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