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Primeiro-ministro italiano quer que se iniciem conversações entre Atenas e credores após referendo

"Quando se vê um pensionista a chorar frente a um banco", "percebe-se que um país tão importante para o mundo e com a sua cultura como é a Grécia, não pode acabar assim", disse Renzi.

Tony Gentile/Reuters
Negócios 05 de Julho de 2015 às 11:53
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O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou hoje que os europeus devem "começar a falar uns com os outros novamente", seja qual for o resultado do referendo na Grécia.

 

"Quando se vê um pensionista a chorar frente a um banco", "percebe-se que um país tão importante para o mundo e com a sua cultura como é a Grécia, não pode acabar assim", disse Renzi ao jornal Il Messaggero, referindo-se a uma imagem de Giorgos Chatzifotiadis, de 77 anos de idade, em Thessaloniki.

 

Na entrevista, citada pela AFP, o primeiro-ministro italiano disse que, logo que a votação de hoje termine e seja qual for o resultado, "deve-se iniciar imediatamente as conversações" e "ninguém sabe melhor isso do que Angela Merkel", a chanceler alemã.

 

A Alemanha foi o país que escolheu uma linha particularmente mais dura com a Grécia, acusando o Governo radical de Atenas de se ter afastado das negociações e de se 'esconder' num referendo.

 

Matteo Renzi, que tentou ser mediador entre Atenas e os seus credores, adiantou que "é impossível salvar a Grécia sem que o Governo esteja comprometido a fazer a reforma das pensões, reprimir a evasão fiscal e alterar as regras do mercado laboral".

 

O primeiro-ministro italiano voltou a frisar que a Itália não será afectada por qualquer eventual implosão política e económica na Grécia. "Não estou a dizer que vai ficar tudo bem, apenas que o trabalho que tem sido feito nos últimos meses coloca a Itália numa melhor condição do que no passado. Já não estamos no banco dos réus, já não estamos a falar como se estivéssemos na mesma situação infeliz que os nossos amigos gregos".

 

Matteo Renzi teve o cuidado de salientar que a economia italiana está num estado muito mais saudável e não é susceptível de ser atingida pelo contágio grego.

 

"A Itália já está fora da linha de fogo", frisou quando lhe foi perguntado se estava preocupado com as ramificações de um colapso grego em Itália, Portugal e Espanha.

 

Alegou que, mesmo se a Grécia votar "não" no referendo, isso não quer dizer que deixaria a zona euro, pois "há ainda muito para renegociar".

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