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Primeiro-ministro russo diz que “continua o roubo” no Chipre

Apesar de se mostrar furioso com as perdas que vão ser infligidas aos depositantes russos, o Governo russo assinala que este até pode ser um bom sinal, para os que pretendem transferir o seu dinheiro para os bancos russos.

Dmitry Medvedev, primeiro-ministro da Russia
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 12:24
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Dmitry Medvedev, primeiro-ministro russo, reagiu com fortes críticas ao plano de resgate do Chipre, que prevê uma penalização acentuada aos depósitos acima de 100 mil euros, sendo que a maioria deles são detidos por russos.

 

“O roubo do que já tinha sido roubado continua”, afirmou Medvedev aos restantes membros do Governo, de acordo com a Reuters, que cita outras agências de notícias.

 

O acordo ontem acertado entre o Chipre e a troika, que mereceu a aprovação por parte do Eurogrupo, prevê o fecho do segundo maior banco do país, o Laiki, com os activos recuperáveis a serem incorporados no Bank of Cyprus. Os depósitos acima de 100 mil euros neste banco, que é o maior do Chipre, vão contribuir para a recapitalização do banco, com um perda que o Governo cipriota calcula em cerca de 30%.

 

Segundo a Reuters, os depositantes russos detinham em Janeiro 19 mil milhões de euros em depósitos no Chipre, sendo que grande parte destes serão depósitos acima de 100 mil euros. Os depósitos abaixo deste valor não sofrerão qualquer perda.

 

Chipre aceitou o resgate da União Europeia depois de ter visto a Rússia recusar conceder um empréstimo ao país. Os termos do acordo, que foram fechados este Domingo, acabam por ser mais penalizadores para os grandes depositantes, já que o anterior, recusado pelos deputados cipriotas, distribuía o fardo dos custos com a reestruturação da banca cipriota por todos os depositantes.

 

Depois da reunião entre Medvedev e os membros do seu Governo, o vice-primeiro-ministro russo, Igor Shuvalov, afirmou que as perdas dos depositantes russos ainda não eram certas e que as unidades cipriotas do banco estatal russo VTB não eram afectadas por estas medidas.

 

“O que está a acontecer é um bom sinal para aqueles que planeiam transferir o seu dinheiro [que está no Chipre] para os bancos russos”, disse Shuvalov, acrescentando que os bancos do seu país “são muito estáveis”.

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