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PS apresenta moção de censura contra o Governo na próxima semana

A moção de censura será discutida na primeira semana de Abril.

Lusa 24 de Março de 2013 às 13:27
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O Partido Socialista (PS) vai apresentar, na próxima semana, uma moção de censura por considerar que o Governo "falhou todos os objectivos a que se propôs", disse hoje o secretário nacional do partido João Ribeiro.

 

"O PS quer que esse Governo saia e que haja um novo Governo em Portugal, legitimado pelo voto dos portugueses", disse João Ribeiro, numa declaração feita hoje aos jornalistas na sede do Partido Socialista, em Lisboa.

 

De acordo com João Ribeiro, a moção de censura será discutida na primeira semana de abril.

Para o PS, esta moção traduz "o novo consenso político e social" que há em Portugal de que "este Governo falhou todos os objectivos a que se propôs".

 

"Seria uma irresponsabilidade não apresentar esta moção que dá voz ao descontentamento que existe no país", sublinhou. 

 

Para os socialistas, o actual Governo é a coligação "da instabilidade e do falhanço".

 

"Não estão conscientes da situação do país. Preferem a política partidária e da trica com manobras de diversão e propaganda. Fizeram-no ontem [sábado] para esconder os números da execução orçamental [divulgados na sexta feira ao final do dia]", declarou.

 

No sábado, o primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, disse que "o PS não tem estado à altura das suas responsabilidades", que rompeu com o "memorando de entendimento que desenhou".

"O PS anuncia uma moção de censura contra a 'troika' e contra o Governo, mas de forma muito diligente escreve uma cartinha aos embaixadores das União Europeia e dos Estados Unidos e à 'troika' dizendo 'isto é contra a 'troika', mas se nós viermos para o Governo não vamos alterar o memorando de entendimento'", criticou ainda Moreira da Silva.

 

Segundo João Ribeiro, este Governo "deitou tudo a perder", "falhou todos os objectivos" e está "divorciado" de um país "com um milhão de desempregados". 

 

Para o PS, o memorando assinado com a 'troika' está "desajustado" e precisa de ser "redireccionado" para que o país possa sair do labirinto. 

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