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PSOE quer o mesmo salário mínimo e idade da reforma para todos os países da UE

O partido espanhol PSOE vai apresentar terça-feira, 18 de Agosto, uma série de propostas para a reforma da União Europeia, que incluem a criação de um orçamento europeu, e a uniformização de impostos, salário mínimo e idade da reforma. O objectivo é aprofundar a coesão da Zona Euro e caminhar em direcção a uma "Europa federal".

Reuters
Negócios 17 de Agosto de 2015 às 10:08
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Impostos comuns, o mesmo salário mínimo e idade de reforma em todos os países, e um orçamento europeu. Estas são algumas das propostas que o partido espanhol PSOE vai apresentar esta terça-feira, 18 de Agosto, no debate sobre o terceiro resgate à Grécia. Os socialistas juntam-se, assim, aos governos de França e Itália, que procuram uma refundação da Zona Euro, com base no aprofundamento da união fiscal, económica, social e política.  

"A crise grega voltou a mostrar as debilidades e carência da União Económica e Monetária. A dificuldade em alcançar taxas de crescimento económico que permitam reduzir, num prazo razoável, o altíssimo nível de desemprego de que padecem muitas economias europeias torna muito difícil garantir a sustentabilidade do modelo social europeu e a igualdade de oportunidades", refere o documento do PSOE, citado pelo El País.

Segundo o partido liderado por Pedro Sánchez, "o acordo entre a Grécia e os parceiros europeus oferece uma oportunidade, que também é uma necessidade, para rectificar definitivamente um esquema de política económica liderada pelo Partido Popular Europeu, que não foi capaz de livrar a Europa do risco de estagnação económica".

Os socialistas entendem, por isso, que é "indispensável" concretizar a união bancária, pôr em marcha a união fiscal, aprofundar a união económica e social e estreitar a união política dos países do euro. "É altura de pôr em marcha um Governo do euro como meta em direcção a uma Europa federal", assinala a resolução do PSOE.

Nesse sentido, os partidos espanhóis deveriam chegar a um acordo para promover essas reformas, começando pela união bancária, "para evitar que o contribuinte financie resgates futuros". O PSOE quer também que a União Europeia tenha um orçamento próprio que financie "bens públicos europeus" em áreas como a energia, o combate às alterações climáticas e a ciência, assim como "um seguro europeu de desemprego " que complemente os subsídios nacionais. O objectivo, explicam os socialistas, é reduzir a carga suportada por Estados com um elevado desemprego cíclico, como Espanha e Grécia.

O orçamento europeu teria como receitas novos impostos europeus como um taxa sobre as transacções financeiras e um imposto sobre as emissões de CO2. Além disso, o imposto sobre as empresas deveria ser harmonizado na taxa mínima.

Os socialistas propõem também a criação de um mercado de trabalho harmonizado, com um salário mínimo para toda a Zona Euro, e uma idade da reforma semelhantes para todos os Estados.

Esta reformulação profunda da União Europeia, que exigiria alterações nos Tratados, inclui ainda uma reforma da presidência do Eurogrupo, para torná-lo numa espécie de "ministro da Economia do euro com maiores poderes".

"O acordo para o terceiro resgate à Grécia não é o fim de um processo, mas deve inaugurar uma fase muito diferente na Europa", concluem os socialistas.

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