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Renzi pede uma Europa que "não reaja apenas a emergências"

O primeiro-ministro italiano fez um apelo aos responsáveis europeus para deixarem de reagir apenas a situações de emergência, apresentando soluções para a crise económica ou os desastres no Mediterrâneo.

Tony Gentile/Reuters
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 14:10
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Durante a sua intervenção na conferência State of the Union, em Florença, Matteo Renzi disse que via na cidade um exemplo na forma como a Itália e a Europa se deviam comportar. "Se olharmos para o nosso País, percebemos que não foi construído com uma atitude paroquial ou com pessoas que tomaram a decisão mais segura", afirmou no salão principal do Palazzo Vecchio. "A Europa deve servir para dar oxigénio às outras nações. 

 

O governante apontou que os últimos anos mostraram uma Europa débil do ponto de vista económico, sem conseguir crescer ou fazer descer os níveis de desemprego. Até os Estados Unidos - o coração da crise financeira - viram ambos os indicadores recuperar com mais rapidez.

 

"Damos a impressão de um continente que lida bem com situações de emergência", afirmou, referindo-se à crise económica e financeira, ao terrorismo e à imigração. "Não podemos estar sempre a reagir a situações de emergência, principalmente no Mediterrâneo."

 

Em relação à imigração, Renzi disse estar "confiante" nos resultados da reunião de emergência convocada pelos países europeus depois do naufrágio que matou 900 pessoas no Mar Mediterrâneo. 

 

No que diz respeito à saída da crise, Renzi disse que finalmente a Europa aceitou que tem de existir "flexibilidade" para além do "rigor". Uma conquista que, segundo primeiro-ministro italiano, se deveu em parte à Presidência italiana da União Europeia.

 

Nota: O jornalista viajou a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos

 

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