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Reunião do Eurogrupo foi adiada

A reunião dos ministros das Finanças do Euro foi adiada duas horas, estando agora agendada para as 19 horas de Lisboa. O presidente de Chipre está em Bruxelas a negociar com os líderes da UE, do BCE e do FMI.

Helena Garrido Helenagarrido@negocios.pt 24 de Março de 2013 às 18:03
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A reunião do Eurogrupo que estava marcada para as 17 horas de Lisboa, foi adiada para as 19 horas indiciando que não existe acordo entre as autoridades cipriotas e os líderes da UE, FMI e BCE.

 

O presidente de Chipre Nicos Anastasiades está em Bruxelas para onde se deslocou, de acordo com Cyprus Mail, num avião privado enviado pela Comissão Europeia. O objectivo é chegar a uma solução com os líderes da União Europeia, do BCE e do FMI que possa ser formalizado pelos ministros das Finanças do Euro.

 

O presidente de Chipre Nicos Anastasiades  afirmou no seu Twitter, passavam poucos minutos das cinco e meia da tarde, que as negociações em Bruxelas prosseguiam.

 

Os responsáveis europeus e Chipre terão de chegar a um acordo até segunda-feira, último dia em que o BCE fornece liquidez a bancos cipriotas, de acordo com o comunicado que emitiu dia 21 de Março. Sem acesso a Assistência de Liquidez de Emergências (ELA, Emergency Liquidity Assistance) os bancos cipriotas colapsam e enfrenta-se um sério risco de saída de Chipre do euro.

 

Os bancos cipriotas estão encerrados desde segunda-feira dia 18 de Março e espera-se que reabram as suas portas na terça-feira 26 de Março após a conclusão do acordo de assistência financeira com a Zona Euro e o FMI.

 

Este fim-de-semana foram limitados os levantamentos nas máquinas multibanco a 100 euros para quem tenha conta no Laiki, o banco que está a gerar mais dificuldades para a obtenção de um acordo. O anterior limite, afixado nas caixas Multibanco, era de 260 euros.

 

Na sexta-feira, os deputados cipriotas aprovaram a divisão do Laiki em dois, um com os activos não recuperáveis (“bad bank”) e outro com activos saudáveis (“good bank”).  Os parlamentares aprovaram ainda medidas que limitam os movimentos de capitais – o Governo passa a ter o poder de impedir que os cipriotas façam transferências de euros para outros países, incluindo da própria zona euro. E viabilizaram ainda  a criação de um Fundo Nacional de Solidariedade onde vão ser concentrados activos do Estado para viabilizarem emissões obrigacionistas.

 

As negociações que decorreram no sábado com a designada troika (FMI, Comissão Europeia e BCE) em Nicósia terão aparentemente ficado bloqueadas pela solução a dar ao Laiki, de acordo com o que foi revelado no fim-de-semana pelas agências noticiosas.

 

Ainda segundo as agências noticiosas, nomeadamente a Reuters, terá havido acordo quanto à tributação dos depósitos. Nos termos desse entendimento, seria aplicada uma taxa de 20% nos depósitos acima de 100 mil euros no Bank of Cyprus, o maior em crédito concedido, e quatro por cento nos depósitos acima do mesmo valor nas outras instituições bancárias.

 

Com os bancos encerrados há oito dias, os cipriotas já enfrentam problemas no seu quotidiano. De acordo com o que tem sido reportado pelo Cyprus Mail, os supermercados começam a ter dificuldades em repor stocks uma vez que os fornecedores só aceitam pagamento em dinheiro. Os supermercados têm aceite pagamentos em cheque com cartões electrónicos.

 

Nos termos do acordo aprovado pelo Eurogrupo de 16 de Março, a Zona Euro e o FMI emprestam a Chipre dez mil milhões de euros mas Nicósia tem de obter por si 5,8 mil milhões de euros. Boa parte desse valor viria da tributação de depósitos, questão que gerou controvérsia e levou ao encerramento dos bancos por um período tão prolongado.

 

 

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