Zona Euro Reuters: Gregos retiram dois mil milhões de euros dos bancos em três dias

Reuters: Gregos retiram dois mil milhões de euros dos bancos em três dias

Segundo a Reuters, saiu da banca grega dois mil milhões de euros em depósitos nos últimos três dias. Este valor representa 1,5% dos depósitos das famílias e empresas no final de Abril, época em que o valor total era de 133,6 mil milhões de euros.
Reuters: Gregos retiram dois mil milhões de euros dos bancos em três dias
Bloomberg

Em apenas três dias, os gregos retiraram dois mil milhões de euros em depósitos do sistema financeiro helénico. Desde a última segunda-feira, 15 de Junho, até ao final do dia desta quarta-feira, 17 de Junho, foi assim retirado 1,5% do valor total depositado pelas famílias e empresas na banca grega no final de Abril – época em que ascendia a 133,6 mil milhões de euros – segundo avança a Reuters.


No último domingo, a Grécia apresentou a sua última proposta que foi recusada pelos credores. No dia seguinte, 15 de Junho, foram conhecidas algumas das medidas que foram chumbadas pelos credores internacionais. O Governo grego cedeu na meta para o excedente primário de 1% do PIB - que os credores sugeriam – mas recusou-se a eliminar o escalão mais baixo do IVA, propondo mesmo uma descida de 6,5% para 6%.

Nesse mesmo dia, Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, assegurou que não vai aceitar mais cortes nas pensões depois de cinco anos de "saques" e disse que o seu Governo carrega às costas não só a dignidade de um povo, mas também as esperanças dos europeus.

Já esta manhã, 18 de Junho, a Bloomberg escreveu que o agravamento do crédito malparado na Grécia poderá obrigar a banca grega a realizar mais provisões e as principais instituições financeiras poderão precisar de um novo resgate, mesmo que seja alcançado um acordo.

Por esta altura, decorre o encontro dos ministros das Finanças do euro (Eurogrupo). À entrada para o encontro Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos, afirmou que ainda é possível alcançar um acordo entre o Governo grego e os credores internacionais, embora antecipe que a reunião de ministros das Finanças do euro vá ser "difícil". 

Porém, a expectativa é que o encontro termine sem acordo. As expectativas são baixas, já que o Executivo de Tsipras não dá sinais de querer ceder às exigências dos credores – nomeadamente ao nível da reforma do sistema de pensões – e as instituições internacionais também não estão dispostas a dispensar um programa de reformas consistente e credível, em troca do desembolso da última tranche de financiamento de 7,2 mil milhões de euros. O programa de assistência financeira a Atenas termina no final do mês, na mesma altura em que o Governo terá de pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

À chegada ao encontro, Christine Lagarde, directora do FMI, garantiu que a Grécia não terá um "período de graça" se falhar o pagamento no final do mês, nem um adiamento. "Ficará em ‘default’ no dia 1 de Julho. Espero que não seja o caso. Espero mesmo", afirmou a responsável numa conferência de imprensa no Luxemburgo.




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