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Nobel da Economia: A tolerância do BCE à valorização do euro agravou a crise da dívida na Europa

O prémio Nobel da Economia considera que no próximo ciclo de depreciações da moeda comunitária as autoridades reguladoras devem fixar o valor do euro face ao dólar. Segundo Robert Mundell, vai “fazer maravilhas” à recuperação económica europeia.

Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 16:57
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O economista encara que a crise da dívida soberana nas regiões europeias mais endividadas foi potenciada pela tolerância do Banco Central Europeu (BCE) à apreciação da moeda única em relação ao dólar.

 

De acordo com o Nobel da Economia, em 1999, os reguladores europeus “perderam uma grande oportunidade” de negociar com a Reserva Federal dos Estados Unidos, que teria permitido travar a valorização da moeda. A apreciação da divisa comunitária foi, segundo Mundell, “uma coisa devastadora que aconteceu” para as economias europeias mais frágeis. O economista considerou ainda, numa entrevista à Bloomberg, que a Europa deveria considerar a sua forma de compra de activos, que tende a enfraquecer a taxa de câmbio.

 

“Quando o dólar já estava alto e o euro baixo, a 1,20 dólares, teria sido uma boa altura para intervir”, afirmou Robert Mundell à Bloomberg. “A próxima vez que isto aconteça, quando o euro desvalorizar substancialmente, devem mantê-lo assim e não permitir a sua valorização. Vai fazer maravilhas à recuperação das economias europeias”, acrescentou.

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