Zona Euro Nobel da Economia diz que é tempo de comprar acções gregas, que podem gerar “investimentos espectaculares”

Nobel da Economia diz que é tempo de comprar acções gregas, que podem gerar “investimentos espectaculares”

O economista e prémio Nobel da Economia defende que “investir na Grécia actualmente pode não parecer correcto”. Mas o preço das acções helénicas está “abaixo de tudo o que já vi nos Estados Unidos o que sugere um investimento espectacular”.
Nobel da Economia diz que é tempo de comprar acções gregas, que podem gerar “investimentos espectaculares”
Bloomberg
Ana Laranjeiro 28 de janeiro de 2015 às 10:38

Os investidores podem estar a ter uma reacção exagerada em relação à Grécia. A opinião é de Robert Shiller (na foto), economista e prémio Nobel da Economia em 2013. "Investir na Grécia actualmente pode não parecer correcto", afirmou esta terça-feira em Londres, Reino Unido, citado pela Bloomberg. No entanto, o preço das acções gregas está "abaixo de qualquer coisa que vi nos Estados Unidos o que sugere um investimento espectacular", acrescentou.

 

As acções e a dívida pública helénica têm estado sob pressão. As incertezas políticas e a eleição do Syriza, um partido de extrema-esquerda, são alguns dos motivos para que os investidores tenham-se afastado da Grécia ou exigido taxas muito elevadas para investir na dívida. Shiller apontou ainda que, apesar da situação na Grécia continuar a ser desafiante para os investidores, a cotação das acções não reflecte o seu potencial de ganhos. Por esta altura, o principal índice grego recua mais de 5% e os juros da dívida pública a dez anos, no mercado secundário, estão acima dos 10%.

 

"Não podes libertar-te da prisão desta mentalidade a menos que se transformem em pessoas inteligentes e comece mecanicamente a fazer investimentos que não soam bem", assinalou Shiller. Nesta óptica, acrescentou, faz também sentido investir em acções portuguesas, italianas e russas.

 

O Syriza de Alexis Tsipras foi o partido mais votado nas eleições legislativas do último domingo, 25 de Janeiro. Na segunda-feira chegou a acordo com o partido Gregos Independentes e foi empossado primeiro-ministro. O seu Executivo, constituído por dez ministérios, foi empossado esta terça-feira. E, para já, algumas medidas foram conhecidas esta quarta-feira. A privatização da empresa pública de energia foi travada, bem como, da empresa que gere o porto de Piraeus. Além disso, o salário mínimo deverá subir em breve para 751 euros, valor que vigorava antes dos resgates.

 

Também hoje, o novo primeiro-ministro sublinhou que o objectivo do Governo, que descreveu como de salvação nacional, é renegociar a dívida.

 

 

 




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