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Roubini: “Os problemas fundamentais da Zona Euro não foram resolvidos”

O economista Nouriel Roubini reconhece que 2013 terá menos riscos para a Zona Euro e para os seus estados membros. No entanto, não acredita que as transformações dos últimos anos tenham resolvido os problemas estruturais da Europa.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 22 de Janeiro de 2013 às 11:25
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“Ao olhar para os fundamentais económicos da Zona Euro, começando por Espanha mas que se aplica a Itália, Portugal, Grécia e até à Irlanda, os problemas fundamentais não foram resolvidos”, afirmou à margem da conferência anual da Coface, em Paris. O economista enumera essas fragilidades: “Continuam com austeridade, o valor do euro continua muito alto, existe um ‘credit crunch’ e a confiança dos consumidores e o ambiente de negócios é muito medíocre. Os rácios de dívida são ainda altos e, além da dívida e do défice têm dívidas grandes no sector privado. Por último, sofreram uma perda de competitividade na última década, quando os salários cresceram mais do que a produtividade.”

 

Roubini considera que “há alguns progressos” em várias destas áreas, mas que os problemas estruturais “não estão resolvidos”. Teme que países europeus, como Portugal, estejam simplesmente no processo de ganhar algum tempo.

 

“Os riscos de 2013 não são os mesmos de 2012, existem menos possibilidades de a Grécia sair da Zona Euro ou de Espanha e Itália pedirem um resgate à troika, mas ainda estou preocupado que apenas ‘empurrámos com a barriga’ e que, no final deste ano, esses problemas reemergirão e, no próximo ano, a falta de crescimento e sustentabilidade da dívida preocupe os mercados.”

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