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Schulz: Governos europeus estão a ir "demasiado longe" na austeridade

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, diz, numa entrevista, que os Governos dos países da União Europeia estão a ir "longe demais" nas políticas de austeridade.

Presidente do Parlamento Europeu: Não é só Portugal que está em "declínio" é toda a Europa
Lusa 27 de Abril de 2013 às 11:41
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"A nível nacional, estamos a ir longe demais na política de austeridade. O argumento que consiste em dizer que com a redução dos orçamentos públicos regressa a confiança dos investidores é manifestamente falso", afirmou o social-democrata alemão na entrevista ao diário belga 'L'Echo'.

 

Numa altura em que o debate entre austeridade e crescimento económico aquece, sobre um fundo de recessão e desemprego na Europa, Schulz - que faz este sábado o discurso de abertura do segundo dia do Congresso do Partido Socialista, em Santa Maria da Feira - diz que "nenhuma economia nacional se endireita sem um relançamento económico com investimentos estratégicos".

 

Sobre a posição da chanceler alemã, que defende a ortodoxia orçamental, Schulz considerou que "não se pode acusar Angela Merkel de decidir sozinha, já que há 26 outros dirigentes em volta da mesa" no Conselho Europeu, e a Alemanha "só tem uma voz".

 

"O único que contradisse esta abordagem foi François Hollande, que pediu um pacote de crescimento. Mas onde ficaram essas medidas", questionou Schulz, prometendo voltar a falar do assunto a 22 de Maio, na próxima cimeira da UE.

 

Sobre o projecto europeu no seu todo, numa altura em que se aproximam as eleições europeias de 2014, o responsável disse "compreender as pessoas que estão desiludidas" e afirmou que "a União Europeia está num estado lamentável".

 

"É preciso ir procurar os cidadãos onde eles se encontram. E eles encontram-se actualmente numa situação de cepticismo compreensível: há uma ineficácia da União Europeia, a falta de transparência das decisões, uma troika que impõe medidas aos países...", disse.

 

Questionado se será o candidato dos socialistas à presidência da Comissão Europeia, Schulz disse ser "demasiado cedo para responder à pergunta".

"Tomo nota que o meu nome é por vezes mencionado, tal como o de Barroso", disse, numa referência ao actual presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso.

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