Zona Euro Sindicatos reforçam protestos e exigem ser recebidos por Hollande

Sindicatos reforçam protestos e exigem ser recebidos por Hollande

Os protestos contra a nova lei laboral vão continuar. O governo francês começa a dar os primeiros sinais de divisão interna.
Sindicatos reforçam protestos e exigem ser recebidos por Hollande
Ana Luísa Marques 27 de maio de 2016 às 14:59

Os sindicatos franceses anunciaram esta sexta-feira, 27 de Maio, que vão endurecer os protestos contra a nova lei laboral. "As mobilizações vão continuar e aumentar" através de mais greves e manifestações, decidiram as sete organizações sindicais promotoras dos protestos, encabeçadas pela Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), de acordo com o jornal espanhol El País.


Os sindicatos exigem discutir a nova lei com o presidente francês François Hollande. O Chefe de Estado já respondeu à posição dos sindicatos, garantindo que a lei vai mesmo entrar em vigor. "Mantenho a minha posição porque penso que é uma boa reforma e que devemos avançar para a sua adopção", disse François Hollande no Japão, onde está para participar no encontro do G7.  

A reforma laboral, que tanta polémica e protestos tem gerado em França, foi aprovada por decreto no início deste mês para evitar o "chumbo" do Parlamento. Manuel Valls admitiu recentemente a possibilidade de fazer "alterações" ou "melhorias" mas recusa, por completo, deixar cair a lei ou mexer no polémico artigo 2, segundo o qual os acordos de empresa passam a ter mais força legal do que os acordos por sector. Opinião contrária tem o ministro das Finanças, Michel Sapin, que considera que existe margem para mudar este artigo. Caso o artigo venha a ser alterado, o cargo do primeiro-ministro pode ficar em causa.

Hollande já admitiu que o "diálogo é sempre possível" mas recusou qualquer ultimato dos sindicatos. "Não posso aceitar que um sindicato diga que não respeita a lei", disse, referindo-se à CGT. O Chefe de Estado garantiu que está disposto a tudo "para assegurar o bom funcionamento da economia", a forçar a chegada de combustível às estações de serviço e a garantir o funcionamento das centrais nucleares.

A greve desta quinta-feira paralisou refinarias, centrais nucleares, comboios e deixou um terço das estações de serviço quase sem combustível. Em muitas cidades, como Paris, os protestos contra a nova lei tornaram-se violentos e levaram à detenção de 16 pessoas na capital do país.

Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters

 



(Notícia actualizada às 14:51)




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