Zona Euro S&P corta "rating" da França por duvidar de políticas de Hollande

S&P corta "rating" da França por duvidar de políticas de Hollande

A agência de notação financeira baixou a avaliação que atribui à dívida de França, depois de já o ter feito no início de Janeiro de 2012. França tem agora o terceiro nível de "rating" mais elevado, com perspectiva estável. A S&P desconfia da capacidade do Governo de consolidar as contas públicas.
S&P corta "rating" da França por duvidar de políticas de Hollande
Diogo Cavaleiro 08 de novembro de 2013 às 08:00

A Standard & Poor’s cortou a classificação de risco que atribui à dívida de França. O crédito da segunda maior economia da Zona Euro passa, agora, a ser avaliado com o terceiro nível de “rating” mais elevado.

 

A dívida francesa é, desde esta manhã, classificada com “AA”, um nível mais baixo do que a anterior notação de “AA+”, na óptica da S&P. Há quase dois anos, em Janeiro de 2012, a França deixou de ter a classificação de risco máxima, o chamado triplo A (“AAA”).

 

A perspectiva para esta nova notação de "AA" é estável, o que quer dizer que a agência não prevê alterá-la – seja para cima ou para baixo – nos próximos dois anos.

 

“A descida reflecte a nossa perspectiva de que a abordagem do actual governo francês em relação às reformas orçamentais e estruturais de âmbito fiscal e dos mercados de bens, serviços e de trabalho não é suficiente para melhorar, de forma substancial, as perspectivas de crescimento a médio prazo”, considera a S&P no comunicado emitido na manhã desta sexta-feira.

 

A agência escreve mesmo que duvida da capacidade do actual governo francês, presidido por François Hollande, de reduzir as despesas estatais e, assim, consolidar as finanças públicas.

 

A taxa de desemprego também levanta preocupações à S&P, que refere que o governo não tem conseguido reduzir o seu risco – o que deprime as previsões de crescimento no longo prazo.

 

O Governo francês já reagiu, entretanto, a este corte. O ministro das Finanças, Pierre Moscovici, veio defender que a S&P exagera nas críticas, acrescentando que a agência não teve totalmente em conta as reformas que estão a ser empreendidas no país.

 

Com o corte desta sexta-feira, França passa a ser classificada com o terceiro nível de “rating” mais elevado da S&P. Tanto para a Moody’s como para a Fitch, as outras duas maiores agências de notação financeira, a economia gaulesa merece a segunda mais alta classificação de risco.




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