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Tsipras diz ter evitado planos das "forças conservadoras mais extremas da União Europeia"

O primeiro-ministro grego defendeu o acordo que alcançou com os parceiros europeus, adiantando que evita o colapso do sistema financeiro. "Ganhámos financiamento no curto prazo e alívio da dívida", acrescentou.

17 de Junho – Tsipras numa conferência com o chanceler austríaco Werner Faymann “O Governo grego, eleito recentemente pelo povo, arcará com o custo de levar a cabo este difícil acordo. Caso contrário, vamos assumir a responsabilidade de dizer 'o grande não'”.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Julho de 2015 às 09:52
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A Grécia chegou a um acordo com a Europa para iniciar as discussões para um terceiro resgate. O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, diz ter evitado forças extremistas.

 

"Assumimos a responsabilidade de uma decisão para evitar os mais extremos planos das forças conservadoras mais extremas da União Europeia", disse Tsipras aos jornalistas, após a Cimeira Europeia de 17 horas, ao fim da qual saiu um entendimento para solucionar a situação na Grécia.

 

Na conferência de imprensa, citada pela agência Bloomberg, o líder do Executivo helénico afirmou que se conseguiu evitar o colapso da banca. "É um acordo que permite ao país permanecer de pé e ao povo grego continuar a lutar".

 

"O acordo de hoje mantém a Grécia num estado de estabilidade financeira", acrescentou ainda o responsável do Governo de Atenas. "Ganhámos financiamento no curto prazo e alívio da dívida", disse. Em causa estará a atribuição de novas maturidades à dívida helénica.

 

Segundo Tsipras, o acordo – que considera ter sido "difícil" – permite evitar "a transferência de activos estatais para o estrangeiro". Será criado um fundo em Atenas para onde serão transferidos activos gregos cujo objectivo é rentabilizar, por exemplo através de privatizações. "Evitámos que o plano cause um colapso do crédito e o colapso do sistema financeiro", disse ainda. 

 

Na reunião, foram discutidas alterações à legislação grega que, até quarta-feira, terão de ser aprovadas no Parlamento. Tsipras disse, segundo a Bloomberg, que essas medidas irão, inevitavelmente, causar uma pressão recessiva sobre a Grécia.

 

Depois do Parlamento grego, um novo resgate a Atenas terá de ser submetido a parlamentos europeus, como aconteceu nos restantes pedidos de ajuda financeira externa. 

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