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Tsipras: Alcançar um acordo está dependente de vontade política

Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, afirmou no parlamento helénico que alcançar um acordo entre Atenas e os credores internacionais já não depende de questões técnicas mas da vontade política. "Estou optimista que vamos ter um acordo com os nossos credores em breve."

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 11:39
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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, apontou esta sexta-feira, 8 de Maio, no parlamento helénico que alcançar um acordo entre Atenas e os credores internacionais já não é uma questão de detalhes técnicos mas de vontade política, segundo a Bloomberg. "Estou optimista que vamos ter um acordo com os nossos credores em breve", afirmou Tsipras no Parlamento, citado pela agência de informação norte-americana.

 

Os ministros das Finanças do euro (Eurogrupo) reúnem-se na próxima segunda-feira, 11 de Maio, e de acordo com declarações proferidas no início desta semana, quer por parte de Atenas quer por parte de líderes europeus, tudo indica que não haverá acordo nesse encontro.

 

De acordo com o jornal grego Kathimerini, na versão em inglês, há a expectativa em Atenas de que, no final deste encontro, saia uma declaração positiva, por parte dos líderes europeus, em relação aos progressos alcançados nas negociações. No entanto, as equipas técnicas do lado dos credores antecipam que há ainda muito trabalho a realizar durante os próximos dias.

 

A equipa técnica europeia reúne-se esta sexta-feira, via teleconferência, para avaliar os progressos alcançados nas negociações e saber o que é necessário fazer para que possa ser alcançado um acordo. O jornal grego escreve que há ainda um conjunto de questões que têm de ser debatidas. Entre esses assuntos estão questões como um aumento do IVA, metas macroeconómicas e orçamentais, reformas no mercado de trabalho e cortes nas pensões.

 

"Espero que na segunda-feira seja dado um sinal de progresso e que [os ministros das finanças da Zona Euro] digam que um acordo é viável", afirmou o vice-primeiro-ministro helénico, Yiannis Dragasakis, ao The Guardian, citado pelo jornal grego. "As negociações, até agora, mostraram que há uma base comum nas mudanças e nas medidas políticas e, por isso, acredito que um acordo é possível e que é no interesse de todos", acrescentou.

 

Depois da última reunião dos ministros das Finanças do euro em Abril – em que Varoufakis terá sido alvo de duras críticas por parte dos seus homólogos – a equipa negocial grega foi remodelada, passando a ter como coordenador Euclides Tsakalotos.

 

Esta quinta-feira, 7 de Maio, duas fontes ligadas à autoridade monetária europeia, revelaram à Bloomberg que o BCE quer que sejam alcançados progressos no próximo encontro do Eurogrupo, caso contrário vai ponderar restringir o acesso dos bancos gregos à liquidez de emergência. Na quarta-feira, o BCE voltou a aumentar a linha de liquidez de emergência para a banca grega, desta vez em 2 mil milhões de euros para um total de 78,9 mil milhões de euros.

 

Muitos dos membros do conselho de governadores do BCE terão argumentado esta quarta-feira que seria injusto restringir o acesso à liquidez antes que haja um desfecho claro em relação ao encontro do Eurogrupo da próxima semana.

 

Entretanto, esta sexta-feira Yanis Varoufakis estará em Madrid, onde tem um encontro com o seu homólogo Luis de Guindos. 

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