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Tsipras considera que Governo não tem mandato para renegociar alívio da dívida da Grécia

Depois de ter pedido eleições antecipadas, o líder da coligação da Esquerda Radical enumerou propostas para a eventualidade de vir a encabeçar um Governo na Grécia.

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Alexis Tsipras, o nome à frente do Syriza, o partido grego que venceu as eleições europeias, voltou a sublinhar que o Governo grego não tem, neste momento, um mandato para tomar determinadas decisões.

 

Uma dessas questões, segundo disse o líder da Coligação da Esquerda Radical no encontro anual da federação das indústrias gregas, é o mandato para negociar, a nível europeu, qualquer alívio da dívida grega, segundo relata a agência Bloomberg. A Europa não quis tomar qualquer decisão sobre este tema antes das eleições de 25 de Maio. Em causa estarão "medidas adicionais" para ajudar o país a atingir as metas orçamentais definidas no programa de assistência financeira.

 

Depois de ter recebido dois pacotes de resgate financeiro (avaliados em 240 milhões de euros), a possibilidade em cima da mesa sempre foi o alívio das condições impostas para o pagamento da sua dívida e não um terceiro pacote de financiamento (isto depois de já ter sido imposto um perdão de dívida aos privados em 2012).

 

A questão é que Tsipras afirma que o Governo conservador liderado por Antonis Samaras não tem mandato para negociar estas condições. Algo que já tinha dito no início da semana, quando afirmou que havia uma "falta de ligação entre a vontade do povo e a representação parlamentar" na Grécia. Não há eleições no país do sul da Europa antes de 2016 mas Tsipras está interessado em que isso não seja uma realidade, algo que reforçou depois de conhecido que obteve 26,57% dos votos para o Parlamento Europeu, à frente dos 22,75% da Nova Democracia de Samaras. Algo que o actual Executivo rejeita por não considerar constitucional.

 

Tsipras já tinha sublinhado também que não há mandato para decisões sem que o Syriza seja consultado, nomeadamente a escolha do novo governador do Banco Central da Grécia ou do novo representante grego na Comissão Europeia.

 

E, enquanto isso, o líder do Syriza avança com propostas eleitorais. No encontro em Atenas desta quarta-feira 28 de Maio, uma dessas sugestões eleitorais foi a de que vai impedir a privatização de empresas estatais. Outra foi o aumento do salário mínimo nacional de 586 para 751 euros mensais.

 

O foco de um Governo por si liderado, referiu hoje, será no investimento, que quer concretizar através de fundos europeus.

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