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Tsipras: Gregos têm hoje "nas mãos as rédeas do seu destino"  

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que o povo enviará hoje, através do referendo que se realiza na Grécia, a importante mensagem de que têm "nas mãos as rédeas do seu destino". Samaras pediu um "sim" à Europa.

Lusa 05 de Julho de 2015 às 10:24
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"Muitos podem ignorar a vontade do Governo. A vontade do povo não", disse Tsipras, depois de ter votado no bairro popular de Atenas de Kipseli.

 

O primeiro-ministro reforçou que "hoje o povo grego envia a mensagem que toma nas suas mãos o seu destino", assim como "hoje a democracia vence o medo" e "a determinação vence a propaganda do medo".

 

Numa mesa de voto repleta de câmaras e entre aplausos de cidadãos, Tsipras lançou também uma mensagem europeísta para reforçar que a escolha de hoje é "uma mensagem de determinação, não só para ficar, mas para viver com dignidade na Europa".

 

"Estou muito optimista", disse Tsipras, sobre o resultado do referendo em que os gregos vão decidir se aceitam o programa apresentado pelos credores internacionais.

 

Hoje são chamados cerca de dez milhões de gregos a decidir sobre o futuro do país e, provavelmente, a permanência na zona euro.

 

As mais de 19 mil assembleias de voto abriram às 07:00 (05:00 em Lisboa) e fecham às 19:00 (17:00 em Lisboa), antecipando-se uma longa noite para os líderes europeus e para os principais atores financeiros.

 

O referendo, o primeiro desde 1974, serve para os gregos decidirem se aceitam o programa apresentado pelos credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) há mais de uma semana.

 

Contudo, esse programa já não existe, dado que Atenas falhou o pagamento de 1,55 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a meio da semana passada.

 

É exigida uma participação de pelo menos 40% do eleitorado para que o resultado do referendo seja considerado válido.

 

Os primeiros resultados devem ser conhecidos a partir das 19:00 (hora em Lisboa).

 

Samaras pede "sim" à Europa

 

O presidente da Grécia, Prokopis Pavlópulos, pediu hoje aos cidadãos para permanecerem "unidos" no "difícil caminho" que se avizinha, independentemente da opção que for escolhida hoje no referendo. "Hoje é o dia em que as pessoas são chamadas a pronunciar-se, colocando o seu poder discricionário no interesse público e no interesse nacional. Repito o que disse, várias vezes. O caminho difícil no dia seguinte devemos fazê-lo juntos", disse Pavlópulos depois de votar num subúrbio do norte de Atenas.

 

O conservador Prokopis Pavlópulos, que como chefe de Estado não falou publicamente sobre o 'Sim' ou o 'Não' ao acordo, defendeu, contudo, a participação no referendo.

 

Antes do presidente votaram vários ex-primeiros-ministros, todos apoiantes do 'Sim', incluindo o último primeiro-ministro, o conservador Andonis Samaras.

 

Pouco depois da abertura das urnas às 07:00 (05:00 em Lisboa), o ex-chefe do Governo social-democrata, Yorgos Papandreu, foi dos primeiros a votar em Atenas, num dia em que são chamados cerca de dez milhões de gregos a decidir sobre o futuro do país e, provavelmente, a permanência na zona euro.

 

Papandreu sublinhou a necessidade da Grécia permanecer "no coração" da Europa, acrescentando que o país precisa de profundas alterações que requerem o apoio dos parceiros internacionais e que só depois destas serem concretizadas a Grécia "poderá dizer 'Não' aos resgates e poderá ser independente".

 

O ex-primeiro-ministro conservador Kostas Karamanlis também esteve entre os primeiros a votar, mas não quis fazer declarações ao sair, assim como o conservador e antigo chefe de Governo até Janeiro, Andonis Samarás, que votou no círculo da localidade de Pilos, no sul do Peloponeso.

 

"Hoje os gregos estão a decidir o destino do nosso país. Se votamos 'Sim' na Grécia votamos 'Sim' à Europa", disse o líder da Nova Democracia, depois de votar.

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