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Tsipras não refere reformas e ataca oposição no discurso no Parlamento grego

Ao contrário das expectativas, Alexis Tsipras não explicou no Parlamento o que está a ser negociado com os credores. Mais, nem sequer referiu as reformas que estão a ser negociadas. E, de acordo com a imprensa internacional, apontou as armas à oposição.

Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 30 de Março de 2015 às 20:54
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"Procuramos um compromisso honesto com os nossos parceiros. Mas não esperem que que assinemos uma trégua sem termos. Esta é a razão para estarmos sob um ataque impiedoso, mas também é por esta razão que a sociedade nos apoia", afirmou citado pela agência de informação grega, ANA.

 

"O novo Governo grego está a negociar, lutando" para pôr fim ao "sangramento da maioria do povo grego".

 

O acordo alcançado no Eurogrupo em Fevereiro – quando foram dados mais quatro meses à Grécia para pagar os empréstimos aos parceiros europeus – "abriu caminho ao início das negociações para a necessária reestruturação da dívida grega; sem essa intervenção, não nos vamos iludir, era impossível reembolsar a dívida", afirmou Alexis Tsipras, citado pela Bloomberg.

 

O primeiro-ministro grego direccionou as suas críticas para a oposição grega, com especial destaque para o Nova Democracia, liderado por Antonis Samaras, ex-primeiro-ministro. Tsipras acusou o antigo Executivo de falhar na implementação das reformas acordadas e na cobrança de receitas fiscais.

 

Alexis Tsipras acabou assim por não falar em reformas específicas, pedido apenas ao Parlamento para apoiarem o Governo nas negociações com os credores. Apoiam "a estratégia de negociação nacional" para pôr termo a austeridade? "Esta é a grande questão", afirmou, citado pelo Macropolis.

 

Em resposta, Samaras criticou o facto de Tsipras não dar ao Parlamento qualquer informação sobre a evolução das negociações entre o Executivo e os credores durante o seu discurso e sublinhou que o problema de Tsipras não é a oposição mas sim o Syriza, que estará dividido sobre as políticas que estão a ser negociadas.

 

Evangelos Venizelos, actual líder do Pasok e ex-ministro das Finanças, disse a Tsipras que se o líder do Executivo considera que as negociações são actualmente duras, nem imagina como foram em 2010, 2011 e 2012. 

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