Zona Euro Tusk: Europa deve pensar numa reestruturação de dívida se a proposta grega for credível

Tusk: Europa deve pensar numa reestruturação de dívida se a proposta grega for credível

A uma proposta grega credível, a Europa deve responder com uma "proposta, igualmente, credível sobre a sustentabilidade da dívida", defendeu esta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu.
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Ana Luísa Marques 09 de julho de 2015 às 11:40

Donald Tusk revelou aos jornalistas, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro do Luxemburgo, que esta manhã já falou com o chefe do Governo grego. O presidente do Conselho Europeu está confiante de que a Europa vai receber, ainda hoje, propostas "concretas" e "realistas" por parte de Atenas e defendeu que os credores também devem apresentar uma "proposta paralela".

"Se a Grécia apresentar um conjunto de propostas realistas, estas devem receber em troca uma proposta, igualmente, realista sobre a sustentabilidade da dívida por parte dos credores", defendeu Donald Tusk, acrescentando que só assim será alcançada uma solução vantajosa para ambas as partes.

Também Christine Lagarde considera que a solução para a crise grega passa, não só por "significativas reformas e consolidação orçamental", mas também por uma reestruturação de divida.

Na semana passada, a instituição a que preside, o Fundo Monetário Internacional, divulgou um relatório sobre a economia grega, onde defendia que a dívida do país não é sustentável. O FMI defende que a Grécia precisa de até 50 mil milhões de euros de financiamento adicional nos próximos três anos e de um alívio da dívida em larga escala que dê ao país alguma margem para respirar.

Alexis Tsipras afirmou esta quarta-feira, 8 de Julho, no Parlamento Europeu que qualquer acordo deveria incluir políticas promotoras de crescimento e criação de emprego e o compromisso de uma discussão séria sobre a reestruturação da dívida. No entanto, quando formalizou, pouco depois, o pedido de um terceiro empréstimo à Grécia, o Governo helénico revelou-se mais "suave" no que respeita ao alívio da dívida, não tendo feito referência a perdão nem a um calendário para uma nova renegociação das condições de pagamento. 


(Notícia actualizada às 11h50)




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