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Van Rompuy: "Não podemos mais contar com dívida para induzir crescimento artificial"

O presidente do Conselho Europeu está nesta quarta-feira em Lisboa para falar do "elo que falta" na união monetária: coordenação das reformas estruturais.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 18:25
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"Não podemos mais contar com dívida excessiva, pública nem privada, para induzir crescimento artificial", afirmou nesta terça-feira Herman Van Rompuy, ao exortar os Governos europeus a usarem "toda" a margem permitida pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento para fazerem reformas que permitam um crescimento sustentável.

 

 "O que é crucial é que estas reformas sejam feitas, o futuro das nossas economias depende disso", disse numa conferência em Bruxelas.

 

"Todos os países europeus têm de se tornar mais competitivos para sobreviver no mundo global", aformou, acrescentando que "temos de usar toda a flexibilidade que as nossas regras permitem para ajudar a promover o crescimento". "Os mercados de trabalho têm de se reformar para dar oportunidades justas aos mais novos", exemplificou.

 

Van Rompuy deverá nesta quarta-feira em Lisboa  repetir esta mensagem. O presidente do Conselho Europeu – que será substituído a partir de 1 de Dezembro por Donald Tusk, ainda à frente do governo polaco – está na capital portuguesa para falar do "elo que falta" na Zona Euro: coordenação de políticas económicas e reformas estruturais.

 

Esse é o tema da conferência que contará com a participação do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus de Itália, Sandro Gozi.

 

Reformas estruturais e coordenação europeia entraram em força no discurso público, à medida que se adensam os sinais de que a economia europeia pode voltar a mergulhar numa recessão com um desemprego estrutural historicamente elevado.

 

Mário Draghi, presidente do BCE, deixou na semana passada um novo apelo aos Governos para que prossigam com reformas estruturais, idealmente num "enquadramento europeu", avisando que a política monetária está a ficar sem arsenal e não produz efeitos sustentáveis na ausência de mudanças profundas nos modos de funcionamento dos mercados de produtos e do trabalho.

 

Pier Carlo Padoan, ministro italiano das Finanças e seu compatriota, concorda com uma proposta que tem sido também defendida pela Alemanha.

 

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