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 Varoufakis: "Amanhã a Grécia começará a curar as suas feridas"

O ministro grego das Finanças reagiu a já quase certa vitória do "não" no referendo deste domingo. Yanis Varoufakis considera que "este não é uma vitória da Europa" e garante que "amanhã a Grécia começará a curar as suas feridas". Varoufakis aponta o dedo aos líderes europeus ao dizer que "este não ignora o medo que os europeus instalaram".  

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 05 de Julho de 2015 às 20:56
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"Amanhã a Grécia começará a curar as suas feridas", antecipa o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, em reacção aos primeiros dados oficiais que apontam para a cada vez mais certa vitória do "não" no referendo realizado na Grécia este domingo, 5 de Julho.

 

Numa curta conferência de imprensa, Varoufakis notou que "este referendo demorou cinco anos", numa alusão ao ano em que foi negociado o primeiro memorando entre Atenas e a troika. A vitória do "não" demonstra que "os gregos não podem pagar com o sangue a dívida da Grécia", aponta Yanis Varoufakis que insiste na necessidade de "uma solução amigável" para a crise grega.


Num tom bastante crispado face às instituições europeias e restantes líderes europeus, o responsável pelas Finanças gregas realçou ainda que
"este 'não' é uma vitória da Europa".

 

"Este não ignora o medo que os europeus instalaram", prosseguiu Varoufakis que acusou os "responsáveis europeus" de não terem negociado ao longo dos últimos meses.

 

"Obrigaram a Grécia a fechar os bancos e obrigaram os gregos a pedir desculpa", atirou o governante grego que assegurou que a vitória do "não" permitirá "convidar os nossos parceiros a analisar a situação". E admitindo que Atenas precisa do "apoio da Comissão Europeia", o ministro grego garante que "a partir de amanhã a Europa vai começar a melhorar".

 

Numa alusão ao relatório, publicado esta semana, em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) considerava que os actuais níveis da dívida pública grega tornam a mesma insustentável, Varoufakis conclui que este estudo "mostra que a dívida grega tem de ser renegociada".

 

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