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Áustria propõe limite constitucional para dívida para manter "rating" máximo

O prémio de risco da Áustria face à Alemanha alcançou hoje um máximo desde a fundação do euro. País acelera cortes na despesa para não perder notação financeira máxima.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 19:29
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O Governo austríaco quer introduzir um limite máximo de endividamento na Constituição com o objectivo de manter o famoso "rating" máximo "AAA".

O Conselho de Ministros apresentou uma proposta de lei em que pretende cortar o rácio de dívida para 60% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, dos actuais 75%.

A proposta exige igualmente cortes orçamentais a serem introduzidos ao longo da próxima década, de forma a assegurar que se consegue reduzir o défice orçamental em 40 mil milhões de euros, avança o "Financial Times".

O chanceler Wener Faymann declarou hoje que se terá de registar um corte de 2 mil milhões de euros a cada ano para cumprir tal objectivo, de acordo com a Bloomberg.

O travão ao crescimento da dívida vai ajudar a manutenção do "rating" máximo, indicou o ministro da Economia, Reinhold Mitterlehner. A Áustria é um dos seis países da Zona Euro em que o seu crédito é classificado com a classificação de risco mais elevada por parte das três principais agências de "rating".

Os holofotes da crise da dívida voltaram-se nos últimos dias para a Áustria. O "Financial Times" assinala a elevada exposição da banca à Europa de Leste e à Itália como razão. O prémio de risco do país face às "bunds" alemãs alcançou hoje um máximo desde a entrada no euro, acontecendo o mesmo a Espanha, França e Bélgica.

Hoje foi divulgado que o crescimento económico do país europeu no terceiro trimestre ficou-se pelos 0,3%, o ritmo mais baixo desde 2011.
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