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Alberto João Jardim diz ter dúvidas sobre o volume de receitas estabelecido no programa

"Foi o acordo possível, mas inadiável". Foi assim que Alberto João Jardim qualificou o acordo estabelecido entre a Madeira e o Governo da República. Diz estar "optimista" em relação à execução do programa, mas tem dúvidas sobre o montante de receitas que tem de captar.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 19:14
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“Estou certo do que fiz. Se não estivesse não estava aqui sentado”, afirmou Alberto João Jardim durante a conferência de imprensa de apresentação dos pontos acordados entre a Região Autónoma da Madeira e o Governo da República para a ajuda financeira da região.

“Foi o acordo possível” e era “inadiável”, sublinhou.

“Tomar-se-ão as medidas que minimizem o impacto negativo que possa vir a ocorrer” com o programa de ajuda financeira. “Travar-se-á qualquer desperdício. Não admitiremos a perda de qualquer receita que nos seja devida”, adiantou.

Alberto João Jardim admitiu que “o acordo estava em causa. Havia lá matéria que não assinávamos se estivessem lá”, mas “fiquei logo descansado” quando chegou junto do ministro das Finanças e Passos Coelho. “O primeiro-ministro disse-me: isto é para se resolver hoje. Para um primeiro-ministro e um ministro das Finanças estarem [reunidos] cinco horas sobre um documento é porque havia mesmo vontade”, sublinhou.

Alberto João Jardim disse “não ter ameaçado” não assinar o acordo. “Só disse que podia assinar o acordo quando este fosse exequível e quando estivesse limpo de inconstitucionalidades. Devo testemunhar que foi o Governo da República que foi o primeiro a nos comunicar a limpeza dessas ilegalidades.”

Ao ministro das Finanças “disse que o modelo me parecia bem feito. Só tinha a dúvida se poderia atingir o volume de receita que aqui está”.

“Estou optimista que tenho de levar isto adiante. Mas tenho muitas dúvidas em relação à receita da troika para Portugal”, considerando que as medidas que estão a ser implementadas não vão ajudar o País a sair da crise em que se encontra.

“Estou convencido que se não houver emissão de moeda as economias não vão” conseguir superar a crise em que se encontra. “Acho que os países com problemas já deviam ter feito frente no seio da União Europeia.”

Este acordo “é para cumprir. É para dar uma bofetada de luva branca daqui a quatro anos” a muita gente, afirmou o líder da Madeira, que disse que espera levar o mandato até ao fim.
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