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António Saraiva: “Alguém tem que corajosamente dizer que o rei está nu”

António Saraiva é uma das 70 personalidades que assinaram um manifesto apelando à reestruturação da dívida portuguesa. Diz que o fez “enquanto cidadão preocupado com a situação do país”.

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Filipa Lino flino@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 16:40
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Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia da mudança de imagem da Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, o presidente da CIP explicou que defende a renegociação da dívida desde Julho de 2011. E recorreu aos números para justificar a sua posição. Até 2017 o país terá de amortizar cerca de 53,5 mil milhões de euros e que a carga de juros consome 4,5% do PIB, recorda. Por isso “é razoável que pensemos em solicitar uma revisão de taxa de juro médio  e um escalonamento da dívida por um período que na perspectiva deste manifesto deverá rondar os 40 anos”, defende.

 

António Saraiva diz que o momento em que surge esta petição não o preocupa “porque os mercados conhecem perfeitamente bem a situação de Portugal”.

 

Para ele “alguém tem de corajosamente dizer que o rei está nu”.

 

Sublinha que os subscritores do manifesto não querem dizer que a reestruturação da dívida é a única solução. O objectivo, diz, é “gerar reflexão e discussão” para a “situação pantanosa”, em que o país está mergulhado. 

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