Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Apoio aos mais pobres por causa da escalada dos custos energéticos custaria 900 milhões

As medidas direcionadas representariam uma mudança na estratégia do executivo, que tem apostado em apoios generalizados.

O simulador da ERSE mostra que uma família com dois filhos paga menos de luz e gás com a tarifa regulada.
Getty Images
Negócios jng@negocios.pt 16 de Agosto de 2022 às 08:38
  • Partilhar artigo
  • 2
  • ...

Compensar o efeito da inflação energética com medidas direcionadas para as camadas mais vulneráveis da população iria custar ao Estado português cerca de 900 milhões de euros (0,4% do PIB), avança a edição do Público desta terça-feira.

De acordo com o jornal, com base em cálculos de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), seria este o custo de medidas de apoio às famílias mais pobres, para as proteger da escalada dos preços da energia.

Esta é, aliás, a recomendação do próprio FMI e da Comissão Europeia, que têm aconselhado os governos a concentrar parte dos seus orçamentos no apoio às camadas da população mais vulneráveis, face aos aumentos dos preços de bens como a eletricidade, gás e combustíveis. 


Em setembro, o governo apresenta um novo pacote de medidas para minimizar o impacto da inflação e, um mês depois, é apresentada a proposta do Orçamento de Estado. Segundo o Público, as medidas mais direcionadas de apoio representariam uma mudança da estratégia do executivo, que tem apostado em apoios generalizados a toda a população, em ações como a redução do Imposto sobre os Combustíveis. No entanto, de acordo com o jornal, os cálculos revelam que com este valor do PIB mais focalizado, seria possível compensar totalmente as famílias mais pobres pelas consequências da crise energética agravada pelo conflito na Ucrânia, com um impacto orçamental inferior ao registado até agora.

Ver comentários
Saber mais Estado Governo FMI PIB economia negócios e finanças energia
Outras Notícias