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Artur Santos Silva diz que eventuais sanções a Portugal são "absurdas”

O chairman do BPI criticou a possibilidade de Portugal vir a sofrer sanções. "Acho inimaginável", referiu o responsável que elogiou o trabalho feito por Portugal nos últimos anos.

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Lusa 07 de Julho de 2016 às 13:48
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O presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, disse hoje, em Lisboa, que as eventuais sanções da Comissão Europeia contra Portugal "são inimagináveis" e "absurdas". 

"Como é que estão agora a levantar questões porque há 0,2% acima ou 0,2% abaixo? Não é medindo por aí que a União Europeia resolve os seus problemas. Há este teatro todo, mas eu acho inimaginável que a comissão venha a aplicar sanções a Portugal por estas razões", afirmou o presidente da Gulbenkian.

 

Para Artur Santos Silva, que é também presidente do Conselho de Administração do banco BPI, "é absurdo" que a Comissão Europeia aplique sanções a Portugal porque o país fez, "como é comummente aceite em todas as linhas partidárias", um grande esforço, que inclusivamente terá sido excessivo em relação àquilo que se poderia esperar.

 

"Eu acho que, a existir alguma coisa, será meramente simbólico, mas acho que os simbolismos são muito negativos porque mostram a fixação num quadrado de princípios que não resolvem os problemas da Europa", disse ainda o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

A Comissão Europeia vai anunciar hoje, em Bruxelas, as decisões sobre os Procedimentos por Défice Excessivo (PDE) a Portugal e a Espanha, adoptadas por procedimento escrito, revelou o porta-voz do executivo comunitário.

 

Artur Santos Silva falava à margem do encontro anual do Global Impact Investment Plenary, sobre as várias iniciativas governamentais na área das inovações sociais.

 

Na conferência, que se prolonga amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian, participam representantes dos países do G8 e do grupo alargado de que fazem parte Portugal, Índia, México, Brasil e Índia.

 

Presente na abertura da conferência esteve a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, que assinou um acordo de cooperação entre o Governo e a Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da economia social.

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