Finanças Públicas Banco de Portugal elogia primeiro excedente comercial em 70 anos

Banco de Portugal elogia primeiro excedente comercial em 70 anos

Portugal ganhou 10% de quota nas exportações entre 2011 e 2013.
Banco de Portugal elogia primeiro excedente comercial em 70 anos
Rui Peres Jorge 23 de abril de 2014 às 13:07

O banco central considera que o País está no caminho para uma recuperação sustentada baseada numa transformação estrutural da economia. Um dos sinais dessa evolução é o desempenho das exportações, que cresceram muito acima da procura externa dirigida à economia portuguesa. Este dinamismo está a contribuir de forma decisiva para a eliminação dos crónicos défices externos que o País registou nos últimos anos.

 

Segundo o banco central, as exportações de bens e serviços cresceram 6,1% em 2013, uma aceleração face aos 3,2% de 2012, e um valor substancialmente acima da procura externa dirigida à economia portuguesa que, no ano passado, cresceu apenas 1,3%. O Banco de Portugal calcula que entre 2011 e 2013 o País tenha registado um ganho de quota de mercado de exportações de cerca de 10%.

 

Este desempenho foi essencial para o excedente comercial registado no ano passado: “Em 2013, a balança corrente e de capital registou um excedente de 2,6% do PIB e o primeiro excedente da balança de bens e serviços em cerca de 70 anos”, lê-se numa nota que acompanha o Boletim Económico de Primavera, divulgado quarta-feira, dia 23 de Abril, onde se acrescenta que a evolução “traduz, por um lado, um crescimento expressivo das exportações e, por outro, um crescimento moderado das importações, após anos de queda continuada”.

 

O BdP reconhece um contributo positivo da Galp (que iniciou actividades e exportações numa nova refinaria) para as vendas ao exterior, mas considera que esse efeito não altera a avaliação positiva sobre o desempenho no mercado externo. Segundo as contas do banco central, as exportações foram puxadas por um aumento de 5,7 na venda de mercadorias, com destaque para bens alimentares, vestuário e calçado. Sem bens energéticos, o crescimento teria sido de 3,7%. As vendas de serviços ao exterior aumentaram 7,2%, puxadas por turismo, mas também construção, telecomunicações e consultoria, analisa ainda o banco central.

 

“Esta capacidade da economia portuguesa para gerar e captar mais recursos do exterior do que aqueles de que utiliza, constitui um elemento fundamental do processo de redução sustentada da elevada dívida externa portuguesa”, lê-se no boletim económico.

 

 

 




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