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Banco de Portugal: Objectivos do programa da troika foram "globalmente cumpridos"

O banco central publicou esta quarta-feira um balanço ao programa da troika. Considera que os objectivos foram "globalmente cumpridos", mas também que a "evolução macroeconómica foi, no entanto, substancialmente mais adversa do que o previsto".

Miguel Baltazar/Negócios
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 28 de Maio de 2014 às 13:20
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Os objectivos do programa de ajustamento "foram globalmente cumpridos" considera o Banco de Portugal que reconhece que os resultados macroeconómicos, em particular em termos de emprego, foram "substancialmente" mais adversos. A avaliação foi divulgada num trabalho que acompanha o Relatório do Conselho de Administração, publicado esta quarta-feira, dia 28 de Maio. O banco central avisa que o crescimento será essencial para garantir a viabilidade da economia, mas que tal não poderá acontecer por um regresso a excesso de despesa do passado.

 

"Os objectivos do PAEF foram globalmente cumpridos", lê-se numa nota que acompanha o relatório, onde se concretiza que "nos últimos três anos e numa perspectiva de fluxos, os principais desequilíbrios macroeconómicos da economia portuguesa registaram uma correcção assinalável". "Em 2012, registou-se uma capacidade líquida de financiamento em relação ao exterior e, em 2013, um excedente primário orçamental estrutural" diz o banco, que refere ainda "a adopção de um conjunto de medidas de natureza estrutural". A equipa de Carlos Costa refere ainda que "a evolução macroeconómica foi, no entanto, substancialmente mais adversa do que o previsto, agravando o já elevado nível de desemprego".

 

O banco central considera ainda que "não obstante a recuperação gradual da economia e o retorno do soberano aos mercados de dívida internacionais, o processo de reequilíbrio estrutural da economia ainda está incompleto", o que aliás só será possível através de um "crescimento sustentado do produto". O crescimento é também "condição necessária para a redução do elevado nível desemprego prevalecente na economia – que constitui um dos aspectos mais gravosos do processo de ajustamento – e do endividamento", lê-se na nota que acompanha o documento no qual, na introdução, se deixa um outro aviso: crescer por um excesso de despesa não é solução.

 

"Frequentemente, após crises de financiamento externo, as economias regressam a crescimentos da despesa, especialmente nas componentes com maior conteúdo importado, muitas vezes como forma de suprir necessidades de investimento criadas durante os períodos de ajustamento", alisam os economistas da instituição, para avisarem de seguida: "na ausência de uma correcta afectação de factores produtivos, a recuperação da despesa potencia novos desequilíbrios externos e necessidades de ajustamento", aconselhando a contenção da despesa, a aposta em sectores exportadores e a atracção de investimento directo estrangeiro.

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