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BCE arrefece juros de Portugal mas não trava "febre" em Espanha e Itália

Os juros da dívida portuguesa e irlandesa estão em forte queda. Mas, após uma breve pausa, a "febre" voltou a subir no mercado da dívida espanhola e italiana. Em ambos os casos, o "spread" face aos juros alemães está, de novo, colado aos 400 pontos base.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 18:08
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As taxas de juro associadas à dívida pública portuguesa acentuaram o movimento de queda, iniciado ao início da tarde, em resposta à confirmação do Banco Central Europeu (BCE) de que retomara o programa de compras de obrigações soberanas, que estava congelado desde a semana anterior ao pedido de ajuda de Portugal.

Depois de terem iniciado o dia em alta, os juros da dívida portuguesa estão agora a ampliar as quedas em todos os prazos – a única excepção é a dez anos, em que sobem quase 11 pontos base para 11,30%.

A cinco anos, a descida é invulgarmente acentuada – 110 pontos base, para 14,427% - o que sugere o “dedo” do banco central em particular neste prazo.

Operadores citados pela Bloomberg asseguram que as intervenções do BCE estão a concentrar-se na compra de obrigações portuguesas, mas também irlandesas, cujos juros estão também em acentuada queda e em todos os prazos.

A um ano, os juros da dívida irlandesa recuam 127 pontos base para 9,586%; a cinco cedem 86 pontos para 10,52% e a dez perdem quase 24 pontos para 10,395%.


Já a Itália e Espanha, só terão chegado as palavras de Jean-Claude Trichet. O alívio que se chegou a registar no mercado secundário após a conferência de imprensa em que o presidente do BCE anunciou também uma nova linha, mais dilatada, de cedência de liquidez à banca, revelou-se temporário.

As taxas de juro da dívida italiana e espanhola estão agora a subir, ainda que moderadamente, em todos os prazos. A cinco anos, os juros estão, em ambos os casos, quase em 5,6%, e a dez na casa dos 6,2%.

Em ambos os casos também, o prémio de risco (ou “spread”) exigido pelos investidores para comprar dívida destes países em vez de alemã está de novo à beira dos 400 pontos base: 398, no caso de Espanha; 389 no de Itália.


Também na Grécia a escalada dos juros não pára, com subidas em todos os prazos, concentradas nos mais curtos, onde oscilam entre os quase 34% (dois anos) e 17,5% (cinco). A dez anos, os juros da dívida grega sobem 18 pontos base para 15,16%. Em todas as situações, estes valores, embora expressivos, estão lomge dos máximos históricos atingidos há três semanas, nas vésperas da cimeira do euro.
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