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BE: Nunca quem trabalha pagou tanto para ter tão pouco do Estado

Catarina Martins pediu a reestruturação da dívida e falou de um estudo do FMI que a defende. Passos pediu para que lesse a passagem em que o Fundo o refere. A líder bloquista não o fez.

Pedro Elias/Jornal de Negócios
Negócios com Lusa 02 de Julho de 2014 às 16:46
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O Bloco de Esquerda (BE) acusou esta quarta-feira o Governo de reconfigurar o país "pela destruição", reclamando que nunca como agora quem trabalha e vive em Portugal "pagou tanto para ter tão pouco do Estado".

 

"O que é que o Governo tem para oferecer ao país? Qual é a resposta que dá?", questionou Catarina Martins, coordenadora e deputada do Bloco, que se dirigia ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no debate no parlamento sobre o estado da Nação.

Acusando o executivo de ter cortado nos apoios "a quem mais precisa", Catarina Martins diz que o Governo de Passos Coelho aplicou "austeridade em nome da dívida e dos mercados".

 

"Quando acabar este debate a dívida pública estará quatro milhões de euros mais alta do que quando iniciou há minutos atrás", advogou a bloquista, para quem o Governo deveria estar a bater-se pela reestruturação da dívida e não sentado no "camarote de Angela Merkel a assistir aos golos marcados na própria baliza".

 

Catarina Martins acusou o Governo de não ter prestado atenção a um estudo do FMI que defende que Portugal devia ter reestruturado a dívida logo em 2011. Passos pediu para que lesse a passagem em que o Fundo o refere. A  líder bloquista não o fez.

 

Na resposta, Pedro Passos Coelho disse que o Governo "escolheu os portugueses, não os mercados", e defendeu que as políticas defendidas pelo Bloco são "contrárias ao interesse dos portugueses".

 

"Nunca viu o Governo a enfiar a cabeça na areia e a negar a realidade", disse depois o governante, falando do "desemprego intoleravelmente elevado do país", reconheceu.

Contudo, prosseguiu Passos Coelho, para que o Estado apoie socialmente os mais desprotegidos é preciso que haja financiamento para tal.

 

"As políticas que tivemos de prosseguir destinaram-se a oferecer um futuro de esperança aos portugueses, enquanto aquela que a senhora defende não faz outra do que fazer os portugueses regressarem a um passado de má memória", declarou o chefe do Governo.

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