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Bélgica pressiona Alemanha e França e mostra-se a favor de obrigações europeias

Didier Reynders, o ministro das Finanças há mais tempo no cargo na Europa, declarou que não se podem impor regras sobre as Constituições dos estados-membros para orçamentos equilibrados sem se emitirem também obrigações europeias.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 12:15
A Bélgica aumentou a pressão sobre a França e a Alemanha para a emissão de obrigações europeias. O ministro das Finanças belga deu uma entrevista ao “Financial Times” em que afirmou que uma das formas de enfrentar a actual crise da dívida da Europa é precisamente colocar dívida pelo conjunto dos países do euro, o que foi rejeitado há menos de uma semana por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy.

“Se é possível haver regras nas Constituições nacionais sobre os orçamentos equilibrados e ter uma verdadeira integração económica, então estou certo que é possível haver obrigações europeias. Não podemos ter uma sem a outra”, afirmou Didier Reynders.

Apesar de perceber as pressões políticas dos líderes de países como a Alemanha e a Holanda, cuja dívida está bem classificada e, por isso, seriam penalizadas com títulos obrigacionistas europeus, o ministro belga defende que são estes países os que mais beneficiam com a moeda única. Razão que os devia levar a estarem mais dispostos a ajudar os restantes membros.

Na conferência de imprensa desta semana que juntou os líderes das duas maiores economias da Europa, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy mostraram-se contra a adopção das “eurobonds”, pelo menos “para já”.

Também aí foi rejeitado o alargamento do fundo de resgate. Reynders defende que, a acompanhar as novas regras de governação da Zona Euro, deveria haver um alargamento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), não devendo, portanto, ficar-se pelos 440 mil milhões de euros que agora abarca.

É “preciso pôr dinheiro em cima da mesa”, comentou o ministro das Finanças da Bélgica.

Na mesma entrevista ao "Financial Times", Didier Reynders indicou que a Bélgica vai cumprir os objectivos de défice para 2012. O país que tem estado sob um governo de gestão há mais de um ano pretende alcançar um défice de 2,8%, abaixo dos 3% definidos pela União Europeia.

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