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BESI: "Investidores esperavam maiores cortes no lado da despesa"

BESI assinala que descida em Janeiro é consistente com o objectivo de cortar o défice para 4,6% do PIB este ano, mas diz que os investidores estavam à espera de mais.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 11:34
O Espírito Santo Investment Bank, unidade de “research” do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), comenta hoje os números da execução orçamental de Janeiro, ontem divulgados, considerando que os “dados positivos” eram “já aguardados”.

O défice da Administração Central desceu 59% para 281,8 milhões de euros, com as receitas do Estado a crescerem 14,4%, enquanto as despesas aumentaram 0,9%. Excluindo os efeitos do regime de duodécimos aplicado nos primeiros meses ano passado, a despesa teria descido 2,6%.

“Acreditamos que os bons dados orçamentais eram já de alguma forma esperados, apesar do aumento da despesa ter sido inesperado para nós”, refere o BESI numa nota de “research”.

Assinalando que é justo dizer que a comparação foi afectada pelo facto de o Orçamento de 2010 só ter sido aprovado em Março, o BESI assinala ainda que os investidores estariam à espera de mais, sobretudo do lado da despesa.

“Tudo somado, acreditamos que estes dados orçamentais deste mês de Janeiro são consistentes com o objectivo de reduzir o défice para 4,6% do PIB em 2011, apesar de acreditarmos que os investidores estavam à espera de maiores cortes no lado da despesa”, refere o BESI.

Nos mercados os números ontem apresentados também não serviram para acalmar a pressão sobre a dívida. Os juros das obrigações estão em alta ligeira em todos os prazos, fixando mesmo um novo recorde na maturidade de cinco anos.





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