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Carris e STCP podem agravar défice em 1,1 mil milhões

O défice orçamental deste ano corre o risco de aumentar cerca de 1,1 mil milhões de euros devido ao financiamento que o Estado fez à Carris e à STCP em Abril, noticia esta segunda-feira o Diário Económico.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 09 de Junho de 2014 às 08:40
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O financiamento que o Estado fez à Carris e à STCP em Abril pode agravar o défice orçamental deste orçamental de 2014 em 1,1 mil milhões de euros, avisa a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) numa nota sobre a dívida pública enviada durante o fim-de-semana para o Parlamento.

 

De acordo com o Diário Económico, caso o Governo não encontre forma de transferir as duas empresas de transportes para o perímetro das contas públicas, o impacto será registado todo este ano pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Eurostat. Um impacto que, lembra o jornal, representa mais do dobro do efeito do chumbo do Tribunal de Contas aos cortes nos salários dos funcionários públicos.

 

Em causa está um financiamento de 1,5 mil milhões de euros que o Estado fez à CP, Carris e STCP. Segundo a UTAO, a operação não terá consequências apenas na dívida. "De acordo com as regras metodológicas referidas, as transferências de capital terão impacto também no défice orçamental", refere a nota, citada pelo jornal.

 

Com a alteração contabilística que está prevista para Setembro,  a CP deverá passar a fazer parte do perímetro das Administrações Públicas, o que faz diluir o impacto da transferência da sua dívida para o Estado por todos os anos em que ela foi sendo registada pela CP.

 

Mas como a Carris e a STCP continuarão fora do perímetro das contas públicas, o impacto regista-se de uma só vez, este ano. "Caso a STCP e a Carris não venham a ser reclassificadas no perímetro das administrações públicas, então o impacto no défice orçamental decorrente do financiamento do Estado e da assumpção da dívida bancária destas empresas será registado integralmente em 2014", refere a nota da UTAO.

 

No final de 2013, as duas empresas acumulavam uma dívida de 1,1 mil milhões de euros.

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