Finanças Públicas CDS quer saber se défice de 3% sem Banif tem efeitos na saída dos défices excessivos

CDS quer saber se défice de 3% sem Banif tem efeitos na saída dos défices excessivos

Cecília Meireles diz que para o CDS "o essencial é perceber se o défice, que aparentemente ficou nos 3%, tem efeitos ao nível da saída do procedimento por défices excessivos". E atribui o mérito do ajustamento aos portugueses.
CDS quer saber se défice de 3% sem Banif tem efeitos na saída dos défices excessivos
Bruno Simão
David Santiago 24 de março de 2016 às 13:00

O CDS foi o primeiro partido a reagir à estimativa provisória divulgada esta quinta-feira, 24 de Março, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que coloca o défice orçamental de 2015 nos 4,4% do PIB e nos 3,03% descontando os efeitos do processo relacionado com a resolução do Banif.

 

A deputada Cecília Meireles (na foto) nota que para o CDS "o que é essencial é perceber se o défice, que aparentemente ficou nos 3%, tem efeitos ao nível da saída do procedimento por défices excessivos".

 

"O Governo, no início do processo Banif, disse que poderia não levar em conta este processo para o procedimento por défices excessivos. É importante perceber isso", apontou a deputada centrista. Mas os números do INE colocam o défice, mesmo excluindo a operação do Banif, ligeiramente acima dos 3%, o que deverá significar que, mesmo que vingue a intenção do Governo de António Costa de contabilizar como despesa extraordinária a resolução do banco madeirense, Portugal não consegue sair do procedimento por défices excessivos, isto porque Bruxelas exige um saldo abaixo desta meta.

questionada sobre o Banif, cuja resolução custou mais do que o inicialmente previsto, consubstanciando um impacto orçamental em 2015 de 2.463,2 milhões de euros, o equivalente a 1,4% do PIB, Cecília Meireles prefere deixar essa questão para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

 

"A questão do Banif e a maneira como foi herdada, ou provocada, será alvo de uma comissão parlamentar de inquérito que começará na próxima semana", disse.

 

Lembrando que a informação hoje adiantada pelo INE é ainda parcial, Cecília Meireles não deixou de recordar que fica patente um trajecto de consolidação orçamental que se seguiu ao "pico do défice em 2011 de 10,2%", realçando tratar-se de "um ajustamento muito grande".

 

Há aqui, porém, uma ligeira "nuance" no discurso centrista, que não centrou esta reacção aos dados divulgados pelo INE na valorização do trabalho feito pelo anterior Governo de coligação PSD-CDS, mas no "esforço muito grande do povo português para termos finanças públicas mais saudáveis". É um ajustamento que "é mérito dos portugueses".




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