Finanças Públicas Centeno promete que governo não usará mais dinheiro público para salvar bancos

Centeno promete que governo não usará mais dinheiro público para salvar bancos

O ministro das Finanças de António Costa assegurou o Banif foi o último: não haverá mais bancos a receber dinheiro dos contribuintes.
Centeno promete que governo não usará mais dinheiro público para salvar bancos
Bruno Simão/Negócios
Negócios com Lusa 23 de dezembro de 2015 às 14:57

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou nesta quarta-feira, 23 de Dezembro, que o processo do Banif será o último em que o actual Governo usará dinheiro público na resolução de um problema do sector da banca em Portugal.

 

Mário Centeno falava na Assembleia da República, durante o debate da proposta do Governo de Orçamento Rectificativo para 2015, no período em que respondia a questões formuladas pelos deputados.

 

"Posso afirmar que é propósito deste Governo não utilizar mais dinheiro público na solução da banca em Portugal", declarou o titular da pasta das Finanças.

 

Mário Centeno salientou neste contexto que o Governo "faz uma leitura de inacção" do anterior executivo [PSD, CDS-PP] no quadro do programa de ajustamento" da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), no que concerne à intervenção no sector financeiro.

 

"Este Governo já anunciou que irá avançar com uma proposta de alteração da arquitectura de supervisão e de resolução bancária, diploma que em breve será apresentado", completou o membro do executivo.

 

Em resposta às perguntas do deputado do Bloco de Esquerda Paulo Lino Ascensão sobre as perspectivas de manutenção dos postos de trabalho do Banif, Mário Centeno referiu que as garantias que tem o Governo "são as mesmas que o banco Santander Totta deu no processo de compra".

 

"Ficarão cerca de mil trabalhadores na órbita do Santander Totta e os outros 600 trabalhadores do Banif serão colocados no veículo de gestão de activos constituído no âmbito do fundo de resolução", referiu.

 

O ministro das Finanças fez ainda questão de salientar que no processo Banif "foram esgotados todos os prazos de negociação com as autoridades europeias".



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