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Contas públicas no verde, mas dívida no vermelho. O futuro de Portugal e da Zona Euro

As contas públicas serão melhores do que a média da Zona Euro, mas a dívida pública continuará a ser a terceira maior. O investimento público mantém-se na cauda da Europa, mas o crescimento do PIB será acima da média.

Excedente maior do que o alemão

Excedente maior do que o alemão
Se as projeções do Programa de Estabilidade, desenhado pelo Governo, se concretizarem, Portugal vai passar a ter um excedente orçamental mais elevado do que o da Alemanha. Pressionado pela elevada dívida pública, Portugal está a consolidar as contas. Já os alemães estão pressionados pelas regras europeias a investir mais, reduzindo progressivamente o superavit orçamental.

Dívida pública continuará a ser das mais altas

Dívida pública continuará a ser das mais altas
Apesar dos excedentes orçamentais programados para o futuro, a dívida pública portuguesa continuará a ser a terceira mais elevada da Zona Euro. Até 2022 Portugal conta reduzir a dívida pública em quase 18 pontos percentuais do PIB. Mas a Grécia está a programar uma queda de quase 28 pontos e Chipre de 25. A Bélgica reduz pouco, mas continua menos endividada.

Portugal com o pior investimento público

Portugal com o pior investimento público
As estatísticas do Eurostat já tinham confirmado que, nos últimos anos, o nível de investimento público realizado em Portugal era um dos mais baixos da Zona Euro. Os Programas de Estabilidade entregues em abril a Bruxelas confirmam que essa tendência vai manter-se nos próximos anos, pelo menos se as projeções dos atuais Governos se concretizarem.

Portugal é o 12.º que mais cresce

Portugal é o 12.º que mais cresce
A economia portuguesa vai continuar a travar até 2021, ano em que volta a acelerar, segundo as projeções do Governo. O PIB continuará a crescer acima da média da Zona Euro, mas tal deve-se à travagem mais brusca das economias que mais pesam (Alemanha). É que a maior parte dos países (11) continuará a crescer a um ritmo superior ao de Portugal. É o caso da Grécia e de Espanha.
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Os Estados-membros já entregaram à Comissão Europeia os seus planos para as finanças públicas nos próximos anos, o que está traçado nos Programas de Estabilidade 2019-2023. O Negócios analisou-os e a comparação com as projeções traçadas pelo Executivo português permitem tirar algumas conclusões.

Se as contas do ministro das Finanças, Mário Centeno, se concretizarem, Portugal passará a registar excedentes orçamentais maiores do que os da Alemanha e que ficam acima da média do saldo orçamental dos Estados-membros previsto por Bruxelas.

Contudo, a dívida pública portuguesa manter-se-à a terceira maior da União Europeia face ao PIB. Apesar de Portugal registar a terceira maior queda do rácio da dívida no PIB entre 2018 e 2022, os outros países também continuarão essa redução, mantendo-se as posições relativas. 

Também no investimento público o Estado português destaca-se pela negativa ao ficar abaixo da maior parte dos países da Zona Euro durante os próximos anos, prolongando a tendência que se verifica nas estatísticas oficiais do Eurostat relativas aos últimos anos.

Já a economia deverá crescer mais em termos percentuais do que a média da Zona Euro, que é muito influenciada pelo baixo crescimento das grandes economias do euro, como é o caso da Itália, Alemanha e França, cuja ponderação para a média é elevada. Além disso, no ranking da subida do PIB dos Estados-membros, Portugal figurará na parte da tabela das menores taxas de crescimento.
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