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Costa: “Melhorámos o défice melhorando a vida dos portugueses”

Num discurso marcado pelo auto-elogio ao Orçamento do Estado para 2019, o primeiro-ministro frisou que o Governo, em contraponto com o que foi feito pelo Executivo PSD-CDS, conseguiu melhorar o défice em paralelo à melhoria da vida dos portugueses.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 14:18
A intervenção do Governo sobre o Orçamento do Estado do 2019, que precedeu a votação final global do documento, coube a António Costa, com o primeiro-ministro a fazer questão de elogiar a acção do Executivo socialista em contraposição com a governação anterior (PSD-CDS). 

"Melhorámos o défice melhorando a vida dos portugueses", proclamou o também líder do PS que, mesmo sem o referir directamente, fazia uma comparação com aquilo que terá sido conseguido pela maioria de direita. É que esta afirmação de Costa estava claramente ligada à declaração feita em 2014 pelo ex-líder parlamentar do PSD, quando Luís Montenegro disse que "a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor". 

"Reduzimos o défice e a dívida, fizemo-lo sem cortes nas pensões e salários, pelo contrário, com devoluções de pensões e salários (...) Sem aumentar impostos, devolvendo mil milhões de euros de IRS por ano às famílias (...) Recuperando serviços públicos e devolvendo direitos", continuou Costa que assim explicava em que consistiram as melhorias alcançadas para o país e as pessoas.

O discurso do primeiro-ministro começou por ser de elogio à inédita solução de Governo encontrada em 2015: "valeu a pena PS, BE, PCP e Verdes terem construído a maioria parlamentar que permitiu a mudança de políticas". Costa identificou depois como "principal conquista desta legislatura" a "confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e na União Europeia".

António Costa continuou elencando os méritos da governação para depois passar aos auto-elogios do Orçamento do próximo ano, que o Executivo socialista se compromete a "cumprir com rigor". Sublinhando o novo alívio fiscal de mil milhões de euros em sede de IRS, o secretário-geral do PS frisou que, tal como os anteriores, também este OE "melhora a vida das famílias portuguesas". 

"Para nós, Portugal só está melhor quando a vida dos portugueses está melhor", insistiu defendendo que para melhorar a vida das pessoas não bastam "voluntarismos", sendo sim necessário assegurar finanças públicas saudáveis e promover o crescimento económico e do emprego. 

Costa concluiu dizendo que o OE19 "dá continuidade às boas políticas que têm dado bons resultados" e fornece os "instrumentos" necessários para preparar Portugal para os desafios do futuro próximo. Por fim, e depois de, por exemplo no Congresso de Maio ter ignorado completamente o papel dos parceiros da geringonça, o primeiro-ministro terminou afirmando que este Orçamento "só é possível porque há uma solução política que garante a estabilidade".
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