Finanças Públicas Défice das administrações públicas sobe 1,4 mil milhões em Novembro

Défice das administrações públicas sobe 1,4 mil milhões em Novembro

Pagamento de subsídio de férias puxa pela despesa, mas meta para final de 2013 está ao alcance devido ao perdão fiscal
Défice das administrações públicas sobe 1,4 mil milhões em Novembro
Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge 23 de dezembro de 2013 às 18:46

O défice das Administrações Públicas no final de Novembro ascendeu a 9.261 milhões de euros o que representa um aumento de 1.442 milhões de euros, ou 18%, face a Outubro. Um dos factores que explica este resultado foi a devolução de um salário que o Governo tinha cortado mas que foi forçado a devolver por ser inconstitucional. A subida no défice não foi maior porque nas contas já está contabilizada parte do efeito do perdão fiscal cujas candidaturas tiveram início a 1 de Novembro. Esta medida deverá permitir que o Governo cumpra a metas da troika para o final do ano.

 

O saldo orçamental para efeitos de cumprimento de programa de ajustamento – que está sujeito a alguns ajustes metodológicos – também cresceu de forma expressiva, crescendo 21% de 6.409,3  milhões de euros no final de Outubro para 7.753,3 milhões de euros. Este valor é inferior ao saldo global porque para efeitos da medição da troika são excluídos das contas os efeitos de regularização de dívidas na saúde, autarquias e regiões.

 

O Governo assumiu com os credores fechar o ano com um saldo negativo de 8.900 milhões de euros, o que significa que tem folga para acrescentar 1.143 milhões de euros ao défice no último mês do ano, um valor mais baixo que o crescimento registado de Novembro. A ajudar, os cofres públicos beneficiam do facto de já não sofrerem o efeito da devolução dos salários e de ainda contar com o restante encaixe do perdão fiscal que esteve aberto até 20 de Dezembro.




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