Finanças Públicas Défice foi de 1,9% no primeiro semestre

Défice foi de 1,9% no primeiro semestre

O défice do primeiro semestre de 2018 melhorou face ao registado no mesmo período do ano passado. A meta anual do Governo é de 0,7%.
Défice foi de 1,9% no primeiro semestre
EPA
Tiago Varzim 21 de setembro de 2018 às 11:06
O défice orçamental ficou em 1,9% no primeiro semestre deste ano, em contabilidade nacional, aquela que interessa a Bruxelas, mostram os dados publicados esta sexta-feira, dia 21 de Setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em 2017, o défice do primeiro semestre tinha sido de 6,1% do PIB por causa da CGD. Este ano, o primeiro semestre foi influenciado pela injecção no Novo Banco. 

"No conjunto do 1º semestre de 2018, o saldo global das Administrações Públicas fixou-se em -1.864,7 milhões de euros, representando -1,9% do PIB (-6,1% em igual período do ano anterior)", revela o INE.

A meta anual do Governo é de um défice de 0,7%, mas o Conselho das Finanças Públicas (CFP) admite que este possa ser de 0,5%.

Os técnicos da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) tinham estimado um défice orçamental de 1,6% no primeiro semestre. A UTAO explicava que a penalizar as contas públicas estava o empréstimo que o Estado teve de fazer ao Fundo de Resolução por causa do Novo Banco, mas consideravam que o objectivo anual de 0,7% não estava em causa.

O número divulgado pelo INE fica acima dessa estimativa e também supera os 0,9% registados no primeiro trimestre. Tal deve-se ao Novo Banco: "Este agravamento reflecte o aumento de capital no Novo Banco por activação do mecanismo de capital contingente subjacente ao acordo de venda, efectuado pelo Fundo de Resolução no 2º trimestre, no valor de 792 milhões de euros", explica o gabinete de estatísticas. 

Essa injecção teve impacto do lado da despesa de capital que aumentou 23,3%, enquanto a despesa corrente diminuiu ligeiramente (0,1%) com a queda da despesa com juros. Além da operação do Novo Banco, houve também um empréstimo concedido pela Direcção Geral de Tesouro e Finanças (DGTF) ao Fundo de Recuperação de Créditos FRCINQ-Papel Comercial ESI Rio Forte (FRC) no montante de 124,4 milhões de euros.

Ainda assim, por comparação com a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, cujo valor foi muito maior (quase quatro mil milhões de euros), o défice melhora em termos homólogos. "Comparando o 1º semestre de 2018 com o período homólogo, verifica-se que tanto o saldo em contabilidade nacional como em contabilidade pública registaram melhorias", assinala o INE, referindo que "esta evolução resulta primordialmente do impacto da operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, ocorrida no primeiro trimestre de 2017".



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