Finanças Públicas Dívida continua a aumentar no Estado e a baixar nas empresas e famílias

Dívida continua a aumentar no Estado e a baixar nas empresas e famílias

O endividamento do Estado continua a aumentar, ao contrário do que acontece nas empresas privadas e famílias. Em Janeiro o endividamento total da economia voltou a subir.
Dívida continua a aumentar no Estado e a baixar nas empresas e famílias
Nuno Carregueiro 21 de março de 2017 às 15:54

O endividamento da economia portuguesa aumentou em Janeiro, devido exclusivamente ao sector público, já que as empresas privadas e as famílias continuam em processo de desalavancagem.

 

Os dados revelados esta terça-feira, 21 de Março, pelo Banco de Portugal mostram que o endividamento do sector não financeiro, em Janeiro deste ano, era de 714,7 mil milhões de euros.

 

Comparando com o final de 2016, verificou-se um aumento de 150 milhões de euros. Enquanto o endividamento do sector público não financeiro aumentou mais de 1,5 mil milhões de euros, a dívida acumulada pelo sector privado não financeiro (empresas e famílias) baixou mais de 1,3 mil milhões de euros.

 

O Banco de Portugal adianta que o aumento do endividamento do sector público, que se situa agora em 309,9 mil milhões de euros, "reflecte o incremento do financiamento concedido por todos os sectores financiadores, com excepção das empresas".

 

Já a descida do endividamento do sector privado, para 404,8 mil milhões, resulta do predominantemente do decréscimo do financiamento obtido junto do sector financeiro residente e ainda da redução do financiamento externo das empresas. Em Janeiro o endividamento das empresas diminuiu em mil milhões de euros e o dos particulares perto de 400 milhões de euros.

 

A tendência de descida do endividamento das famílias e empresas e aumento no sector público não se verificou apenas no primeiro mês do ano, tendo-se registado também ao longo do ano passado.

 

Comparando Janeiro deste ano com Janeiro de 2016, o endividamento do sector público não financeiro aumentou em 8,6 mil milhões de euros, enquanto nas empresas e famílias baixou em mais de 5,4 mil milhões de euros.

 

Assim, nos últimos 12 meses o endividamento total do sector não financeiro (público e privado) também registou uma evolução negativa, com um agravamento de 3,2 mil milhões de euros.




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