Finanças Públicas Dívida pública desce em outubro e atinge mínimo de sete anos no terceiro trimestre

Dívida pública desce em outubro e atinge mínimo de sete anos no terceiro trimestre

O valor absoluto da dívida pública na ótica de Maastricht baixou 920 milhões de euros em outubro, mês em que Portugal reembolsou antecipadamente dois mil milhões de euros aos credores europeus. O rácio da dívida no PIB continua a cair.
Dívida pública desce em outubro e atinge mínimo de sete anos no terceiro trimestre
Miguel Baltazar/Negócios
Tiago Varzim 02 de dezembro de 2019 às 10:49
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que interessa a Bruxelas, desceu 920 milhões de euros em outubro deste ano para os 251,4 mil milhões de euros. Os dados foram revelados esta segunda-feira, 2 de dezembro, pelo Banco de Portugal.

Esta queda do endividamento público acontece após Portugal ter reembolsado antecipadamente em outubro o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) em dois mil milhões de euros.

"Para esta diminuição contribuiu essencialmente a redução das responsabilidades em empréstimos, redução essa que se deveu ao reembolso antecipado de dois mil milhões de euros de empréstimos obtidos no âmbito da Facilidade Europeia de Estabilidade Financeira (FEEF) do Programa de Assistência Económica e Financeira, e que foi, em parte, compensada pelo aumento de títulos de dívida", concretiza o banco central na nota de informação estatística.

Este é o valor mais baixo da dívida pública desde julho deste ano, altura em que a dívida pública estava nos 250 mil milhões de euros. A evolução deste valor mensal é influenciado por vários fatores temporários em cada mês pelo que este valor é mais volátil do que o rácio face ao PIB.

Em outubro, além de emitir dívida de curto prazo, o IGCP, a agência que gere a dívida pública, foi pela primeira vez ao mercado após as eleições legislativas para uma emissão a 15 anos, colocando 750 milhões de euros. Nessa operação, Portugal conseguiu o juro mais baixo de sempre nessa maturidade.

O Banco de Portugal revela ainda que os ativos em depósitos das administrações públicas - a chamada "almofada financeira" - diminuíram 2,8 mil milhões de euros em outubro face a setembro, tendo ficado nos 17,1 mil milhões de euros. Assim, a dívida pública líquida de depósitos aumentou 1,9 mil milhões de euros, atingindo os 234,2 mil milhões de euros.

Rácio da dívida no PIB encolhe para 120,6%
Com a divulgação do PIB do terceiro trimestre por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Banco de Portugal divulgou hoje a evolução do rácio da dívida pública. No final de setembro deste ano, o endividamento público representava 120,6% da economia portuguesa, abaixo dos 121,2% registados no segundo trimestre.

Este é o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2012, altura em que a dívida pública estava nos 118,5% do PIB, de acordo com a série histórico do banco central. Apesar da redução do peso da dívida no PIB, o rácio do terceiro trimestre ainda está acima da meta do Governo para o final do ano: 119,3% do PIB. 

(Notícia atualizada às 11h12 com mais informação)



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