Finanças Públicas Economia portuguesa atingiu excedente externo de 2% do PIB em 2013

Economia portuguesa atingiu excedente externo de 2% do PIB em 2013

O balanço das relações financeiras com o exterior permitiu gerar uma capacidade de financiamento de 2% do PIB no ano passado, devido sobretudo ao comportamento das exportações.
Nuno Carregueiro 31 de março de 2014 às 12:05

A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 2,0% do PIB em 2013, uma melhoria substancial face ao valor negativo de 0,1% do PIB no ano anterior, anunciou o Instituto Nacional de Estatística.

 

O excedente externo foi de 3,33 mil milhões de euros no ano passado, quando em 2012 foi fixado um défice de 213 milhões de euros. O valor de 2012 chegou a ser avançado como o primeiro em muitos anos em que a economia portuguesa tinha conseguido excedente externo, mas o valor acabaria por ser revisto em baixa, pelo que 2013 foi assim o primeiro com valores positivos.

 

A economia portuguesa tem nas últimas décadas apresentado sistematicamente valores negativos no saldo externo, sendo que a correcção deste desequilíbrio tem sido apontada como um dos principais pontos positivos do programa de ajustamento que Portugal implementou quando solicitou ajuda externa internacional. Em 2008 o saldo externo era negativo em mais de 19,5 mil milhões de euros, ou seja, acima de 10% do PIB.

 

Os dados do INE, publicados esta segunda-feira, 31 de Março, mostram que as contas externas de Portugal foram melhorando a partir do primeiro trimestre do ano passado. Nos 12 meses terminados em Setembro o excedente externo estava em 1,8% do PIB, tendo atingido 2% nos últimos três meses do ano passado.

 

O INE atribui esta melhoria nas contas externas da economia portuguesa ao comportamento das exportações, que subiram 5,4% em 2013, num ano em que as importações subiram 0,9%. O saldo externo de bens e serviços foi positivo em 1,8 mil milhões de euros.

 

Na análise por sectores institucionais a necessidade de financiamento das administrações públicas (AP) diminuiu, passando de 6,5% do PIB em 2012 para 5,0% em 2013, devido ao aumento de 27,8% nos impostos sobre o rendimento e o património.

 

No conjunto dos restantes sectores a capacidade de financiamento aumentou 0,7 pontos percentuais para 7%. As empresas baixaram a necessidade de financiamento para 2,1% do PIB, e as famílias melhoraram a capacidade de financiamento para 6,8% do PIB. A única evolução negativa foi registada pelas instituições financeiras, que baixaram a capacidade de financiamento para 2,3% do PIB.

 
Capacidade/necessidade de financiamento 

A capacidade ou a necessidade de financiamento é o montante líquido dos recursos que o sector institucional coloca à disposição dos restantes sectores (se for positivo) ou que recebe dos restantes sectores (se for negativo). Para o total da economia, a capacidade ou a necessidade de financiamento é igual, mas de sinal contrário, à necessidade ou à capacidade de financiamento do resto do mundo.

 

Fonte: INE

 




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