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Egipto vai receber assistência financeira do FMI

As autoridades egípcias chegaram a um acordo com o Fundo Monetário Internacional para um programa de assistência financeira no valor de quase 11 mil milhões de euros.

41º Egipto - Pontuação 48,6
Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Agosto de 2016 às 11:41
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As autoridades egípcias fecharam um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para receber um empréstimo de 12 mil milhões de dólares (cerca de 10,7 mil milhões de euros) nos próximos três anos.

"Tenho o prazer de anunciar que (…) o Governo egípcio, o Banco Central do Egipto e a equipa do FMI chegaram a um acordo sobre o programa de ajuda EFF [Programa de Financiamento Ampliado], de três anos" no valor de 12 mil milhões de euros, anunciou o chefe da equipa do FMI no Cairo, Chris Jarvis, citado em comunicado.

O acordo está ainda sujeito à aprovação do Conselho Executivo do FMI, que deverá considerar o pedido do Egipto nas próximas semanas.

O programa de assistência do Fundo será acompanhado pela implementação de um conjunto de reformas no país, já aprovadas no parlamento, com o objectivo de reduzir o défice e a dívida, e impulsionar o crescimento e o emprego.

"O Egipto é um país forte com um grande potencial, mas tem alguns problemas que precisam de ser corrigidos com urgência. O Governo reconhece a necessidade de uma rápida implementação de reformas económicas para o Egipto restaurar a estabilidade macroeconómica e para apoiar um crescimento forte, sustentável e gerador de emprego", sublinha o FMI em comunicado.

O programa visa "melhorar o funcionamento dos mercados de câmbio, reduzir o défice orçamental e a dívida pública, aumentar o crescimento e criar empregos, especialmente para as mulheres e jovens. Também pretende reforçar a rede de segurança social para proteger os mais vulneráveis durante o processo de ajustamento", especifica o Fundo.  

Ao longo do período do programa, espera-se que a dívida pública desça de cerca de 98% do PIB em 2015/16 para cerca de 88% do PIB em 2018/19. Para isso, o Governo pretende aumentar as receitas e racionalizar as despesas, de forma a reduzir o défice e libertar fundos públicos para gastos em áreas prioritárias, como infra-estruturas, saúde, educação e protecção social.

De acordo com a Bloomberg, as autoridades egípcias já haviam dito que um acordo com o FMI ajudaria a restaurar a confiança na economia, que foi afectada por anos de instabilidade e agitação desde a queda de Hosni Mubarack, em 2011.

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