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EUA assumem posição de Angola como principal parceiro comercial de Portugal fora da UE

Em 2015, as exportações nacionais para Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos cresceram acima das importações, destaca o INE.  

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 21 de Setembro de 2016 às 12:32
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As exportações portuguesas de bens cresceram em 2015 a um ritmo bem superior ao das importações, tendo contribuído para diminuir o défice comercial que Portugal acumula. No ano passado também se registou uma recomposição do grupo dos maiores parceiros comerciais portugueses, fruto do declínio das relações com Angola.

 

De acordo com as Estatísticas do Comércio Internacional divulgadas esta quarta-feira pelo INE, no ano passado, as exportações de bens (os serviços não estão incluídos) cresceram 3,7% para se fixarem nos 49.826 milhões de euros. Trata-se de um ritmo de aumento superior ao das importações, que avançaram 2,2% no ano. Feitas as contas ao saldo, Portugal continua a registar uma posição negativa (porque importa mais do que exporta) mas ela é agora mais pequena: ao todo, são 10.485 milhões de euros de diferença, menos 494 milhões de euros do que em 2014.

 

A contribuir para este estreitamento estiveram o aumento mais intenso das exportações no seio da União Europeia e a diminuição das importações de Estados extra-comunitários. De tal modo que, nos principais países destino das exportações de bens nacionais - Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos – o aumento das exportações foi acima do das importações.

 

Espanha, Estados Unidos e China: os principais parceiros comerciais

Como o declínio da economia angolana, 2015 foi também um ano de reconfiguração dos principais parceiros comerciais portugueses. Dentro da Europa, Espanha continua a ser um parceiro privilegiado, quer para vender quer para comprar bens, ao passo que fora da União são os Estados Unidos e a China que passaram a liderar o pódio. Os EUA são a economia que mais bens comprou a Portugal, a China quem mais vendeu. 

"No comércio Extra-UE, Angola perdeu a sua posição como principal parceiro de Portugal devido às acentuadas reduções
verificadas em ambos os fluxos", refere o INE.

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