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FMI defende plano de acção para lidar com dívida privada

Poul Thomsen, número dois do departamento europeu do FMI, coloca redução do endividamento privado "num lugar muito alto" da agenda de reformas em Portugal.

Miguel Baltazar/Negócios
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"O problema da dívida empresarial precisa de ser enfrentado de forma mais determinada", defendeu esta quarta-feira, 12 de Março, Poul Thomsen. O número dois do departamento europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI) propõe a criação de um plano de acção para lidar com este problema que garanta "os incentivos certos" a empresas e bancos para promover reestruturação de dívidas. 

 

"A dívida privada empresarial e a sua relação com os bancos sugere [a necessidade] de um plano de acção para avaliar os activos desvalorizados no balanço dos bancos", continuou Thomsen, que na conferência organizada pelo Negócios sobre o pós-troika colocou a redução do endividamento empresarial como um dos desafios centrais que Portugal enfrenta.

 

"225% do PIB de dívida é um valor muito alto", avaliou o primeiro chefe de missão do FMI para Portugal.

 

Questionado sobre a pertinência de uma eventual renegociação da dívida pública, Poul Thomsen salientou as diferenças.

 

Por um lado, a dívida privada é "muito mais alta" do que a dívida pública. Por outro, do lado do endividamento do Estado, há um plano de acção desenhado pela troika no qual o responsável confia para reduzir progressivamente o peso da dívida pública, estratégia que não existe no sector privado. 

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