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FMI: Mais crescimento e inflação tirariam 10 pontos à dívida portuguesa

A mensagem principal do Fiscal Monitor é que este é o momento de usar recursos orçamentais para recuperar a economia. Mais inflação e crescimento fariam a dívida pública portuguesa descer 10 pontos até 2020.

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 15 de Abril de 2015 às 16:30
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A necessidade de esforços orçamentais é um tema em relação ao qual o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem insistido recentemente. No documento publicado esta quarta-feira, 15 de Abril, a instituição sediada em Washington reconhece que existem movimento a influenciar positivamente a retoma, como a descida do preço dos combustíveis, políticas monetárias expansionistas e níveis de austeridade menos agressivos. Contudo, "os riscos orçamentais continuam elevados".

 

"Economias avançadas enfrentam a tripla ameaça de crescimento baixo, inflação baixa e dívida alta. Economias emergentes e em desenvolvimento têm experimentado menos crescimento e mais custos ligados ao sistema financeiro e à flutuação das taxas de câmbio", acrescenta o Fundo.  

 

As economias avançadas em concreto – onde está integrado Portugal – continuam a ver o seu crescimento travado por níveis de dívida muito elevados. "Apesar de esforços significativos desde 2010, o rácio médio de dívida face ao PIB das economias avançadas continua acima de 100%. Espera-se que desça apenas lentamente nos próximos anos e, em alguns países, as projecções de dívida foram revistas em alta", sublinha o FMI.

 

O Fundo reconhece que alguns países têm reduzido mais o seu endividamento devido ao um crescimento económico mais positivo do que se esperava, caso dos Estados Unidos. Porém, alguns países "têm sido prejudicados por níveis baixos de inflação […], nomeadamente a Zona Euro".

 

Estimativas do FMI concluem que mais crescimento e inflação seriam uma ajuda importante para forçar a dívida pública a diminuir mais rapidamente. E até é dado o exemplo de Portugal. "Se Áustria, Itália, Japão e Portugal conseguissem atingir um crescimento nominal [crescimento real mais inflação] de 4% em 2017, o seu rácio de dívida poderia cair até dez pontos percentuais até 2020."

 

O Fiscal Monitor, da responsabilidade de Vítor Gaspar, director do Departamento de Assuntos Orçamentais, avança assim com três caminhos que os governos devem seguir: usar a política orçamental para suavizar os ciclos económicos, nomeadamente através dos estabilizadores automáticos; fortalecer os quadros orçamentais para gerir as contas públicas e assegurar a sustentabilidade da dívida; e aproveitar a inflação baixa e combustível mais barato para reformar a taxação de energia e a sua subsidiação.

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