Finanças Públicas FMI: Principal esforço tem que ser feito nos salários e pensões

FMI: Principal esforço tem que ser feito nos salários e pensões

Subir Lall reitera que Portugal precisa de adoptar medidas adicionais para baixar o défice e que o principal esforço tem que ser feito nos salários e nas pensões.
FMI: Principal esforço tem que ser feito nos salários e pensões
Bruno Simão/Negócios
Negócios 30 de junho de 2016 às 15:55

"A nossa visão é que precisamos de medidas adicionais para chegar à meta do défice de 2,2% do PIB com a qual as autoridades se comprometeram", refere Subir Lall em entrevista à TVI, no dia em que a instituição sedeada em Washington publicou mais um relatório sobre Portugal.

 

Questionado sobre que medidas são essas, o chefe de missão do FMI em Portugal refere que "o principal esforço tem que ser feito nos salários e numa reforma mais alargada do sistema de pensões. Estas são as reformas estruturais que têm que ser implementadas".

 

Quando aos cortes efectuados no passado nos salários e pensões, Lall salienta que foram consideradas temporárias pelo Tribunal Constitucional, pelo que é preciso "substitui-las por medidas permanentes. Julgo que continua importante fazer isso".

Na análise anual (artigo IV) que o Fundo faz a todos os seus Estados-membros, o FMI avisa que o défice público ficará nos 3% do PIB este ano e no próximo (o Governo prevê um défice de 2,2% do PIB em 2016) e que o crescimento do PIB será de apenas 1% em 2016.

 

Acrescenta que o Brexit "reforça a importância de um enquadramento de políticas credível", e que "uma mudança na direcção das reformas adoptadas no passado pesaria sobre a incerteza já existente sobre o investimento e diminuiria as perspectivas de crescimento, emprego e rendimento".

 

Reforça que "provavelmente serão necessárias mais medidas para controlar a despesa de forma a garantir o objectivo de défice de 2,2%".




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